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:: CORRAN ADDISON - AVENTURA NO BRASIL ::















CORRAN ADDISON

Aventura no Brasil - Surfar a Pororoca

Corran Addison no seu Squashtail a surfar a Pororoca

www.2imagine.net

Foi publicada no kayaksurf.net em 13 de Abril de 2004 uma interessante entrevista com Rogério Cruz, considerado o “homem”do wave-ski no Brasil. Para além do incrível currículo que Rogério apresenta, destacámos na altura uma aventura – o Pará Pororoca Challenger. Com efeito, Rogério foi pioneiro na mais exótica onda do mundo, não só como organizador, mas tanbém como participante.

Este ano, ao tomar conhecimento que Corran Addison estaria a organizar uma nova expedição à famosa onda de rio, o kayaksurf.net depressa entrou em contacto com o craque sul africano. Corran, sempre disponível, avançou que o exclusivo seria para a Kayak Session mas que, logo depois da conhecida revista publicar o artigo (foi capa na edição #15 de Setembro), também poderíamos publicar a nossa entrevista.

É na região Norte da Ilha de Marajó que ocorre habitualmente a Pororoca

Na língua indígena da região amazónica, pororoca, significa “grande estrondo”. Este ocorre em épocas de grandes marés oceânicas. Resumidamente, são ondas de água doce que se formam nos rios e baías pouco profundas onde existe uma grande variação entre a maré-alta e a maré baixa. No Brasil, o fenómeno da Pororoca ocorre na região Amazónica, principalmente na foz do seu grandioso e mais imponente rio, o Amazonas. A elevação súbita das águas junto à foz - provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias – faz com a água do mar corra rio dentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora subindo uma altura de 3 a 6 metros (!!). É um fenómeno que, para além do Brasil, também pode ser observado no Canadá e na China, mas de uma forma menor e mais discreta.

A Pororoca foi surfada em prancha, pela primeira vez, em 1997 e, desde aí, tem sido alvo de intrépidas expedições por parte da tribo surfista. Conhecida por ser uma das mais estranhas e exóticas ondas que podem ser surfadas ao cimo do planeta, a Pororoca guarda para si algumas surpresas que podem afugentar qualquer tentativa de exploração, senão vejamos… para além da sua força poderosa que pode literalmente esmagar quem lhe aparece pela frente, esta onda pode também dar boleia a enormes árvores arrancadas, piranhas, anacondas, crocodilos e a um pequeno peixe denominado Canduru que, depois de alojado no nosso organismo, pode causar danos irreparáveis no aparelho urinário. A somar a tudo isto, podemos também dizer que a Pororoca é uma onda extremamente difícil de surfar devido à sua velocidade e altura. Devido a estes aspectos, são requeridas algumas alterações nos equipamentos seleccionados, sejam pranchas ou kayaks, como veremos.

Relativamente à logística de toda a expedição, o grupo não teve vida fácil. Para além das viagens de avião, tiveram grande dificuldade em arranjar tudo o que necessitaram (carrinhas, jet-ski, semi-rígidos, etc). Uma outra barreira que tiveram que suplantar como puderam, foi o nosso português. Corran era o único que arranhava um “espanholês”…


DADOS DA EXPEDIÇÃO


Data: decorreu em Abril de 2005

CANOÍSTAS:



Rusty Sage, Corran Addison, Steve Fisher, Diego Valsecchi, Dan Campbell-Lloyd e Mirco Garoscio




RUSTY SAGE EUA, Campeão Mundial Freestyle 1998),

CORRAN ADDISON (Sul Africano, Campeão olímpico e três vezes medalhado nos mundias de Freestyle)

STEVE FISHER (Sul Africano, duas vezes medalhado nos mundiais de Freestyle)

DIEGO VALSECCHI (Argentino com grande experiência na canoagem mundial)

DAN CAMPBELL- LLOYD (Australiano detentor de um recorde em quedas de água - creek)

JOSH WATERSTONE (Australiano com grande esperiância de águas bravas)

A acompanhar este grupo, seguia o canoísta e fotógrafo MIRCO GAROSCIO – grande amigo de Corran e habitual colaborador da Drago Rossi – bem como uma equipa de filmagens responsável por captar imagens para o DVD Risking Life que será lançado em Janeiro de 2006.

Quanto às máquinas que estes craques levaram para o Brasil:

Josh Waterstone - DRAGOROSSI SQUASHTAIL
Steve Fisher - RIOT BOOGIE e um TURBO 52 modificado
Dan Campbell - DRAGOROSSI SQUASHTAIL
Corran Addison - DRAGOROSSI SQUASHTAIL
Rusty Sage - WAVE SPORT FLYER
Mirco Garoscio - DRAGOROSSI SQUASHTAIL
Diego Valescchi - DRAGOROSSI FISH



Dagger Crazy 88; Riot Boogie; Riot Turbo 52; Drago Rossi Squashtail; Wave Sport Flyer; Drago Rossi Fish




ENTREVISTA

www.kayaksurf.net - Quando é que te surgiu pela primeira vez esta ideia de surfares a Pororoca?

CORRAN ADDISON – Em 2000, li qualquer coisa sobre os surfistas que iam até lá e, desde aí, sempre quis experimentar.

Principais dificuldades encontradas…

Eu não falo português, então, arranjar barcos, ket-skis, hotéis, condutores e saber quando a onda estava a boa para surfar, não foi fácil. Levei seis meses a organizar tudo. Tive muita ajuda do David Webber que também estava para ir na viagem mas que não pôde ir.

Tiveste alguma ajuda por parte de algum surfista local?

Sim, um surfista chamado Sérgio Laous.

E agora sobre a onda… sentiste-te inseguro quando começaste a surfar?

Não foi tanto a insegurança mas sim a excitação e a apreensão… sabia que a onda só vinha uma vez por dia e que, se não conseguisse apanhá-la, perdia-a a sua melhor secção. Para além disso, sabia que, lá no fundo, também fazia parte da cadeia alimentar por ali…

Quais as maiores diferenças que encontraste entre “esta” onda e a onda normal do oceano?

Esta comporta-se mais como uma onda de rio do que uma de mar mas tu moves-te fisicamente ao longo dela como se fosse uma onda de mar… e estás a ver a costa a passar. Na verdade, foi mesmo uma mistura entre srufar uma onda de mar e uma de rio.

Sei que há pranchas específicas para a Pororoca. E com os vossos kayaks, como é que foi?

Eu acho que o Squashtail foi o melhor kayak para aquela onda. O Steve e o Rusty levaram surf kayaks adaptados e eu e o Diego levámos o Fish (kayak de rodeo da Drago Rossi). O Steve também levou um Turbo com menos rocker (mais aplanado). O Steve nunca usou o Turbo (muito lento) e o Diego só usou o Fish uma vez. O surf kayks eram mais rápidos, excelentes para explorar as secções da onda mas mais limitados nas manobras de rodeo que podiam ser feitas. O Squashtail pareceu-me ter essa dupla faceta, tanto de barco de rodeo como de surf, e foi altamente… Ninguém se queixou acerca dos seus kayaks – todos nos divertimos mas, ao vermos as filmagens, notamos que, devido ao raio de viragem do Squashtail, parece ter sido mais apropriado para aquela onda.


Rusty Sage surfou com um Flyer da Wave Sport que foi submetido a alterações para surfar a Pororoca

Quando entrevistei o Rogério Cruz (campeão brasileiro de wave-ski que já surfou a Pororoca), ele descreveu a Pororoca como um força inacreditável numa onda que parece não ter fim… como é que tu descreverias a onda que surfaste?

Não sabia que já tinha sido surfada por uma prancha de wave-ski… cool. A onda tem muita força mas é muito inconstante. Num minuto está enorme, rápida e a levar-te com toda a força mas, quase de súbito, pode perder toda a força e ficar muito baixa o que requer muita atenção da nossa parte para não a “perdermos”. Logo a seguir, pode ganhar força novamente e lá vais tu (se ainda estiveres a surfá-la). A parte mais frustrante é quando perdes a onda e ficas ali à espera que venha outra que te apanhe e isso pode durar muito tempo… é chato. Mas é compreensível dadas as características do local.

Que conselhos deixas para aqueles que querem experimentar a Pororoca?

Nós pagámos a um tipo que ficava no final da secção que descíamos para nos ajudar a organizar os kayaks, condutores, etc. Se tivesse que lá voltar de novo, usava esse dinheiro para levar de cá um jet-ski dos grandes e um condutor… é que esperávamos 10 a 15 minutos até que nos viessem buscar e, em Montreal, em condições semelhantes, vêm buscar-nos depois de 30 segundos… este foi o nosso principal problema. Agora que já lá estivemos e sabemos como as coisas funcionam (e eu com o meu italiano consigo entender-me com o português), teria organizado tudo sozinho. Mas, se nunca andaram por lá, acho que terão muita dificuldade em organizar tudo e sempre é melhor dar atenção ao Sérgio se realmente querem apanhar a onda.

Diego Valescchi - Drago Rossi Fish

E quanto a custos de toda a expedição… foi caro?

Ironicamente, foi a mais cara expedição em que já me envolvi. Contabilizando voos, hotéis, jet-skis, barcos a motor, etc. cada minuto na “onda” custou-nos 50 dólares... é muito dinheiro ;-)

E para além desta aventura, o que é que tens feito ultimamente?

Tenho surfado a maior parte do ano. Também fiz algum creek e kayak surf e ando a precisar de descanso… mas como ando a investir muito no surf – quero ser um bom surfista – tenho praticado 5 a 8 horas por dia durante cinco dias por semana. Com tudo isto, acho que estou na melhor forma física desde que participei nos Olímpicos… mas também me tenho envolvido noutras actividades deste ano – a testar novos protótipos e a criar novos conceitos de kayaks para rio. É a minha rotina habitual, assim um pouco como um cientista louco!



STEVE FISHER a surfar no seu Riot na famosa onda

E kayak surf… sempre em forma?

Sempre… nunca deixarei os kayaks e o kayak surf. Surfar com um kayak é, de longe, a minha actividade favorita da canoagem… rios, oceanos… é tudo bom…

Projectos que tens a curto prazo...

Trabalhar nos novos modelos da Drago Rossi e depois, voltar a Montreal para surfar. Neste Inverno, irei várias vezes até à América do Sul.



Corran Addison



Para além da preparação estratégica de toda a aventura, Corran pode orgulhar-se de ter reunido num só grupo alguns dos melhores canoístas da actualidade. Do creek, ao Freestyle – e passando pelo kayak surf – todos, sem excepção, apresentam um currículo invejável. Talvez pelo mediatismo e grande generosidade, aproveitava para destacar Steve Fisher. O sul africano que já falou para o kayaksurf.net, tem algumas das melhores fotos tiradas por Mirco no Brasil…



Steve Fisher




VIDEO POROROCA - CLICK HERE





Trabalho publicado em 27 de Outubro de 2005

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos e Vídeo - Mirco Garoscio





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