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:: JONNY BINGHAM ::














JONNY BINGHAM - CAMPEÃO MUNDIAL DE KS CLASSE OPEN COSTA RICA 2005

Campeão Mundial de Kayaksurf Open 2005

Jonny a surfar em East Strand (foto: Sharon Bingham)

Jonny Binham nasceu e vive na Irlanda do Norte. Tem 26 anos, é professor e, após o clássico início pelos rios, é hoje um verdadeiro kayaksurfer. No ranking nacional da Irlanda do Norte, Jonny surge em primeiro lugar na classe IC e em segundo na HP, apesar das suas preferências pelos HP. Adepto incondicional de surf kayaks, Jonny adora sacar “bottom turns” e “cut backs” quando surfa o seu Mega. Faz parte da Selecção de Kayak Surf da Irlanda do Norte desde 2002 e, logo nesse ano, sagrou-se campeão em HP no Irish Open. Em 2003, acabou em nono no Mundial que decorreu na Irlanda. Em 2004, foi campeão em casa em ambas as classe, HP e IC (Northern Ireland League Champion) e este ano, foi o vencedor em HP na Prova Internacional de Kayak Surf de Mundaka. Mais palavras para quê? Jonny Bingham, mais um canoísta rendido ao kayak surf!



Jonny

www.kayaksurf.net - Quando é que começaste na canoagem?

JONNY BINGHAM – Desde os meus 8 anos. A casa dos meus pais fica junto ao rio Bann que é essencialmente calmo mas com algumas quedas e rápidos (talvez classe 2/3). Eu costumava descer o rio com o meu pai e, por altura das férias de Verão (na minha adolescência), costumávamos ir sempre até aos Alpes franceses ou até aos Pirinéus e levávamos os kayaks para fazer alguns rios.

E o kayak surf, quando é que começaste?

Há cerca de cinco anos, tive a sorte de conseguir um emprego em Bushmills que fica a dois minutos da costa norte da Irlanda do Norte. Eu tinha acabado o secundário e, como não tinha dinheiro para comprar uma prancha de surf, levei o meu kayak de plástico para as ondas. Os surfistas locais riam-se porque viam que eu não tinha a mínima ideia do que andava ali a fazer e costumava dar grandes malhos nas ondas maiores. Depois aluguei uma casa e mesmo à frente tinha uma pequena esquerda em fundo de rocha e foi lá que descobri que o meu Necky Gliss tinha velocidade suficiente para a surfar. Depois resolvi participar no Irish Open Competition de 2001 em Easky, com um Mega Cyclone emprestado pelo Mike Barton. As ondas estavam grandes, super limpas e foi lá que tive o surf da minha vida. A partir daí, fiquei apanhado pelo kayak surf.

Tu, habitualmente, participas em provas de kayak surf. Alguma vez entraste noutro tipo de provas (freestyle, creek, etc)?

Quando andei no liceu em Liverpool, eu e uns colegas costumávamos ir para o norte do País e Gales e fazíamos muito freestyle mas nunca entrei em nenhuma competição. Quando regressei à Irlanda do Norte, entrei nos "Inter University Kayaking Championship" e cheguei a participar nas provas de freestyle que eles organizavam. Diverti-me muito mas achei que eram muito lentas quando comparadas com o surf e a água muito mais fria do que a do mar. No colégio, em Liverpool, também organizávamos muitas provas de velocidade e estávamos sempre a consultar as previsões para sabermos se ia chover ou não. Eu sempre gostei dos rios e já corri muitos por todo o Reino Unido assim como pela França, Itália, Áustria, Suiça, Córsega e Canadá.

Agora, acerca de Mundaka… quantas vezes participaste nesta prova e o que é que achas do evento?

A primeira vez que participei em Mundaka foi este ano. Gostei bastante do evento com toda a sua onda descontraída e um ambiente muito amigável, para além daquele sol fantástico de sábado! O surf, infelizmente, estava muito pobre mas, sobre isso, não há nada a fazer. Alguns dos surfistas locais indicaram-me onde é que as (grandes) ondas de Mundaka habitualmente se formam e descreveram-me grandes paredes. Adorava tê-las visto mesmo tendo dúvidas se seria capaz de as surfar. Tenho esperanças em voltar cá para o ano, mas tenho que falar com "jeitinho" com o director da minha escola que já me vai dispensar duas semanas para ir ao mundial da Costa Rica em Outubro e eu não posso esticar muito a corda para pedir mais dias!

Os júris em Mundaka eram surfistas (de prancha). O que é que achas desta ideia – também defendida por Darren Bason – em termos surfistas a julgar provas de kayak surf?

Eu acho que é uma boa ideia, particularmente se eles forem locais e conhecerem o spot. É importante que eles estejam informados acerca das limitações que um kayak tem em relação às pranchas de surf bem como a dificuldade que temos em sacar algumas manobras que, com uma prancha, são muito mais fáceis. Como kayaksurfers temos, essencialmente, que surfar as ondas e aproximarmo-nos daquilo que os surfistas fazem. Pode até ser impossível atingirmos níveis tão radicais como eles devido ao mediatismo que o surf ganhou desde que surgiu mas o nosso padrão está decididamente a evoluir e os juízes das provas reconhecerão esse facto.



O campeão do mundo Jonny Bingham a estrear o seu Mega NEUTRON numa foto de luxo da autoria de Chloe Hamilton. Fev. 2006

O que é que achas que é mais essencial para o kayaksurfer… a experiência de rio ou do surf?

Boa pergunta! Eu não tenho bem a certeza porque fui dos que passaram do rio para o mar mas sei reconhecer as vantagens que os surfistas têm em conhecer o mar e aproveitar a experiência que têm desse facto para o kayak surf. Por vezes vejo canoístas a surfar uma onda e é muito fácil topar que estão a aplicar as técnicas das ondas estáticas de rio, o que me parece um pouco desadequado mas também acho que com a prática, isso mudará.

E a tua vitória deste ano em HP… foi uma agradável surpresa ou um prémio para muitas horas de treino?

O meu objectivo era classificar-me nos últimos quatro (na final) e quando ouvi que tinha chegado lá fiquei muito contente. Não me interessava muito o resultado depois dessa fase mas sabia que, nos últimos meses, tinha andado muito na água e que podia dar tudo em quinze minutos. O Darren Bason e o Steve Bowen levaram-me a melhor em Outubro em França e eu sabia que o Óscar Martinez era igualmente bom, daí que, quando vi os nomes dos quartos de final, pensei logo que um terceiro ou mesmo um quarto lugar seriam bons para mim. Alguém me disse quem até fiquei pálido quando ouvi que tinha ganho mas tudo o que recordo, é que não conseguia parar de sorrir. O facto de ter acabado em último na classe IC, tinha-me deixado algo chateado porque eu achava que não tinha surfado assim tão mal mas talvez tenha sido esse sentimento que me deu energias para me "vingar" nos HP.

Praticas outros desportos?

Jogo futebol uma a duas vezes por semana com os meus colegas, sendo que a maioria ou é surfista ou body boarder. O que eu gosto na Irlanda do Norte, é o facto de todo o pessoal das ondas se aceitar muito bem desde que todos respeitem as regras normais. Por vezes, vou ao ginásio mas acho um bocado chato e, há pouco tempo, uns amigos meus começaram a fazer uns circuitos (corrida?) mas depois fico com mazelas durante cinco dias. Este ano, também me diverti bastante a fazer ski na Áustria com a minha mulher.

Tu pertences à Selecção de Kayak Surf da Irlanda do Norte (NI Surf Kayak Squad). Quando é que entraste e como é que se consegue ser "seleccionado"?

A primeira vez que fui com a selecção, foi em Setembro de 2002 aos "Home Internationals" na Escócia. Lembro-me que me atrasei nessa viagem e quase perdi o ferry em Belfast. O surf foi muito pobrezinho e eu e o Ashley Hunter acabamos por fazer uma viagem de autocarro pelas ilhas Orkney! Do que mais gostei enquanto membro da Selecção, foi ter ido ao mundial na Irlanda. Um dos nossos kayaksurfers apanhou a primeira onda do campeonato deixando-nos em primeiro lugar durante algum tempo. Depois, alguns de nós tiveram prestações muito abaixo do esperado e ficámos abaixo das expectativas. No entanto, foi muito bom ver que alguns de nós conseguiram fazer ondas muito boas nas classificações individuais e até chegaram às finais dessa categoria.

A "Surf Squad" da Irlanda do Norte

Qual foi a última participação da vossa selecção…

A nossa última "grande" competição foi nos "Home Internationals" de França em Outubro de 2004. Levámos muito pessoal na nossa equipa e o ambiente era altamente! Também foi muito bom porque a nossa selecção esteve sempre à frente até à etapa 30 ou 32, mas acabámos por ser ultrapassados pela melhor selecção em prova, a Inglaterra. Fiquei um bocado desapontado com o meu surf porque já era a terceira vez que competia pela Selecção da Irlanda do Norte e ainda não tinha conseguido ganhar um heat. Tenho esperanças em mudar isso na Costa Rica (Mundial de Kayak Surf deste ano).

No ranking da Irlanda do Norte, tu surges em primeiro lugar na classe IC e em segundo na HP. Qual é a tua classe favorita?

No ano passado, tive a sorte de vencer em ambas as classes (IC e HP) nas seis competições em que entrámos. A "alta performance" (HP) é, sem dúvida, a minha classe favorita porque, como as ondas pequenas são sempre mais habituais nas provas, os kayaks mais pequenos são mais fáceis de manobrar nessa condições e os finos permitem melhores percursos de alto a baixo da onda. Agora, quando as ondas estão grandes e limpas para um surf maior, os IC (clássicos) podem realmente ser muito divertidos e não nada que se compare a uma grande parede surfada com um IC. Lembro-me que, depois do Natal, eu e o Dessie McGlinchey surfámos uma esquerda poderosa em Donegal à volta dos dois metros e tivemos quase que "travar" os nossos IC dada a velocidade com que surfavam! Acho que, de vez em quando, esse tipo de surf é muito bom mas tudo depende das preferências de cada um.

O que é achas do regulamento da Associação Mundial de KS que "continua" a separara as classes HP dos IC?

No último mundial (Irlanda), parece-me que houve alguma polémica quanto à alteração das regras porque pretendiam que as manobras e as rotações também pudessem ser classificadas nos IC. Para ser honesto, eu tento manter-me afastado dessas tricas mas acho que a classe IC é única no seu estilo e é muito válido que exista como uma classe singular e com a sua própria identidade. Possuir a técnica para surfar um barco com três metros sem finos, não é para qualquer um e, ao introduzirem, por exemplo, os 360º, estariam a desvirtuar um estilo e a afastar quem se especializou nele. Ao vermos craques como o Dessie (McGlinchey) a surfar um monstro com mais de dois metros num Mega Titan de 3,5mt, faz-nos perceber que, para fazermos aquilo, só coragem não chega. Por falar nisso, se estiverem interessados em ver algumas ondas irlandesas surfadas, temos à venda um DVD por 14 euros. Confirmem em www.nisurfkayak.com e peçam mais informações.

Surf em White Rocks - foto de Dessie McGlinchey

Como vês a evolução deste desporto aí pela Irlanda do Norte?

Um amigo meu, Paul Blanchard, que agora vive na costa norte da Irlanda do Norte, foi dos primeiros a trazer para cá surf kayaks de jeito, apesar de acreditar que, antes dele, já alguns andavam noutros kayaks. O Paul deu início a uma liga em finais dos anos 90 que foi mantida por mais pessoas. Nós sempre lutámos por envolver o maior número possível de pessoas neste desporto e, mesmo durante o pouco tempo que despendo como hóbi, já houve muita gente que entrou e saiu. Nós lutamos bastante para que novos membros surjam na modalidade e organizamos muitas sessões de iniciação, promovemos eventos sociais e criamos sempre uma "plastic class" nas nossas provas para atrair mais gente. Há pessoal novo que está a aderir mas é necessário um grande envolvimento dos pais para os levarem às provas e isso, suponho eu, às vezes pode ser difícil. É fantástico ver jovens como o Chris Hobson a melhorar de dia para dia – conseguiu chegar aos quartos de final em Mundaka e (ainda) só tem 16 anos. Os resultados que temos obtido no nosso circuito, permitiram-nos criar uma Selecção e, para um pequeno país como a Irlanda do Norte, conseguir estar representado em quatro grandes campeonatos, é um grande sucesso. Este ano, conseguimos o patrocínio do www.coastandcreek.com que foi fantástico. Contudo, ainda acho que este desporto está a crescer gradualmente mas uma coisa é certa, há cada vez mais kayaks na água.

E por esse mundo fora...

Há mais canoístas a surfar melhores e maiores ondas. Acho que a coisa mais excitante deste desporto é que o nível está cada vez melhor e os surfistas estão cada vez mais evoluídos e inovadores.

Imaginas, num futuro próximo, "kayaksurfers profissionais" - assim um pouco à semelhança dos surfistas pro - que só sobrevivam à custa desta vertente da canoagem?

Seria bom mas acho que ainda falta muito. Os surfistas profissionais são patrocinados por grandes marcas de roupa e acessórios que vendem para milhões de pessoas. Seria brilhante vermos uma "injecção" financeira neste desporto até porque andamos a lutar por patrocinador(es) que nos ajude a ir ao Campeonato Mundial (Costa Rica)!

Mega Prowler - o preferido

Qual o teu kayak favorito para surfar...

Comprei há pouco tempo o meu segundo Mega Prowler. Gosto bastante deste modelo porque é muito rápido em ondas verticais e fácil de manobrar. Pode ser um pouco lento em ondas "gordas" mas acho que isso se passa com a maioria dos barcos. Também tenho um Mega Cyclone que é rápido e grande (montes de espaço para o meu lanche!). Provavelmente, não é o melhor barco para pessoas leves. Ainda não experimentei tantos barcos quanto gostaria. Seria óptimo que visitassem mais a Costa Norte da Irlanda.

Qual foi o teu maior susto no mar...

Foi durante uma prova. Logo de manhã, começámos a surfar no "point break" mas as ondas começaram a ficar demasiado grandes e mudámo-nos cerca de um km para outro spot que ficava mais abrigado do swell. Decorriam as semi-finais da classe IC e eu estava lá dentro quando o set começou a surgir. Eram ondas de quase 3 metros (com faces que chegavam aos cinco) que começaram a quebrar tanto no meu lado direito como esquerdo. Remei que nem um louco e só consegui apanhar uma mesmo sob o bordo da onda. Infelizmente, a onda que vinha lá ainda era maior e quebrou mesmo atrás de mim. Foi como se um camião me caísse em cima. Sei que fui até às rochas que ficavam na praia. Fiquei bem mas tinha rasgado completamente o cockpit do meu kayak. Há algumas imagens desse set no nosso DVD!

Onde é que costumas surfar?

A maior parte das vezes, surfo pela Costa Norte da Irlanda do Norte em praias como a Whiterocks, East Strand ou a Porballintrae. É muito bom no Outono e na Primavera porque podemos apanhar uma ondas depois do trabalho e isso é sempre agradável. Na Irlanda, o melhor surf é, sem dúvida, na Costa Oeste, mas nós acabamos por apanhar aqui a nossa dose de boas ondas. Nos fins de semana, costumo ir até à Costa Oeste ou até Donegal para me encontrar com algum pessoal da selecção da Irlanda do Norte ou então vêm eles até aqui à Costa Norte. Nós precisamos mesmo é de uma boa câmara com uma boa objectiva para registar algumas imagens fantásticas que sacamos por lá. Nós somos "mimados" com tão boas ondas aqui pela Irlanda do Norte que até sentimos alguma preguiça em sair do país em busca de mais locais para surfar. Claro que seria óptimo ter uma água mais quente por aqui mas não sou grande fã de muita gente nas ondas como vemos em tantos spots. Por vezes, surfo aos sábados de manhã em Portballintrae e somos para aí uns dois ou três nas ondas. A água é que, infelizmente, pode estar com - 2.

Jonny em Whiterocks - foto de Ryan Greer

Qual foi o melhor spot em que já surfaste?

Provavelmente, foi em Easky Left (Irlanda). Foi lá que fiz a minha primeira onda com um surf kayak. Estava outside com metro e meio de uma onda que nos permitia a viagem da nossa vida. Uma vez, estava eu a surfar lá no Verão, e andavam connosco oito golfinhos nas ondas. Foi fantástico! Também gosto bastante de East Strand (Portrush - Irlanda do Norte). Quando está a dar, forma-se uma onda potente com grandes paredes em algumas secções.

E Portugal... já surfaste por aqui?

Não. Seria muito bom ir até aí. Algumas recomendações?

Como é para ti a onda perfeita para surfares?

A minha onda ideal é de 1.5 mt, com uma parede íngreme, rápida e que vá quebrando de forma a permitir um longo percurso de kayak. Depois, podemos escolher, ou vamos do cimo até ao fundo da onda, andar no seu topo (floater) ou fazer um back surf. Regra geral, depois disto, acordo e tomo o meu pequeno almoço!

Qual a tua manobra favorita?

Gosto bastante de sacar um bom "Botton Turn" num barco HP especialmente quando vamos em grande velocidade. Nos barcos IC é fantástico subri a onda e sacar um "Cut-back" bem áereo em cima da onda. Quando sai bem, ganhamos uma velocidade incrível. Do que eu gosto mesmo é de velocidade!

Deixa-nos agora algumas sugestões para quem quer iniciar-se no kayak surf...

Peguem nos vossos kayaks de plástico e comecem por ondas pequenas para se habituarem ao mar. Tentem conhecer alguém que tenha surf kayaks (na Irlanda do Norte fundámos um clube de kayak surf) e peçam para experimentar andar num. Se as ondas estiverem boas, são logo conquistados. Tentem comprar um surf kayak em segunda mão porque, se forem como eu, há grandes possibilidades de quebrarem uma ou duas vezes o kayak nas primeiras voltas. Outra coisa de vos digo, é que conheçam e respeitem as regras do surf. Não seria um bom começo se, logo aí, começassem por irritar os outros surfistas porque se atravessaram à frente deles várias vezes. Divirtam-se nas ondas!



Jonny a surfar em Tullan Strand (foto: D.McGlinchey) e a beleza da Costa Norte da Irlanda do Norte (foto: Jonny Bingham)





Trabalho publicado em 15 de Junho de 2005

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - Jonny Bingham + Sahron Bingham + Dessie McGlinchey + Jill Hunter e Ryan Greer





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