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:: NATHAN EADES - SRI LANKA 2007 ::













Nathan Eades

KAYAKSURF NO SRI LANKA


Nathan Eades - Sri Lanka / Março 2007


Nathan Eades

Nathan Eades é um viajante. Este galês de 24 anos, professor recém-licenciado, já surfou em alguns dos melhores spots mundiais. Ainda como júnior, foi 5º no Mundial do Brasil em 99, sagrou-se nesse mesmo ano campeã britânico de kayaksurf e em 2001, foi 2º em Santa Cruz, Califórnia. Nos anos de 2002 e 2003, conseguiu o segundo lugar no Campeonato de Mundaka e no Mundial da Costa Rica de 2005, foi nono. Mas desenganem-se se pensam que Nathan é um viciado em competições. Nada disso. Nathan gosta mesmo é de surfar e de se divertir na água com o seu surfkayak. Desenhou o seu próprio barco - o FUSION para a DBxclusive - e investe grande parte do seu tempo projectar grandes surf trips. Já andou pelo Tahiti, África do Sul, Brasil, EUA, Espanha e todo o Reino Unido mas este ano, aventurou-se por terras do Índico - Sri Lanka. Esta segunda conversa com Nathan, é essencialmente acerca da sua mais recente viagem. Juntamente com Nathan, viajaram George 'Soap Dodger' Baite, Nozza, Tom e Smurf (todos de Newquay,Inglaterra) e ainda Gareth e Rae (de Croyd, Inglaterra).




KAYAKSURF.NET - Olá Nathan. Depois de Teahupoo em 2003, Sri Lanka em 2007. Porquê este destino?

NATHAN EADES – Eu estou sempre à procura locais exóticos para surfar com culturas interessantes. Apesar de o meu objectivo ser surfar não me vejo a comprar um desses clássicos pacotes de férias. O que gosto mesmo é da vertente exploração/expedição em países como o Sri Lanka.


Sri Lanka - paraíso no Índico


Tu foste com os teus amigos e ficaram por lá durante três meses! Como é que foi viver tanto tempo no Sri Lanka?

Para ser sincero, mesmo esse tempo não chegou! Eu é que me sinto como se estivesse em casa quando estou em países do chamado Terceiro Mundo. Foi por essa razão que também fiquei tanto tempo no Nilo Branco, Zambezi. É tudo tão barato para estrangeiros nestes países pobres que podes viver lá como um rei e por muito pouco. Cada dia é uma aventura e tarefas que julgamos fáceis no nosso dia a dia, são muito difíceis de concretizar em países como o Sri Lanka. Não há supermercados para comprar alimentos - Se queres peixe tens que regatear preços com o pescador ou se queres arroz e fruta, tens que te meter num mercado apinhado, quente e abafado. Para tomares banho, tem que ser num rio ou numa queda de água e, para muitos, não há sequer água corrente disponível. Isto pode parecer horrível para muita gente mas para mim é muito bom e adoro cada minuto que passo nesses ambientes! Acredita que mal penso naqueles lugares, apetece-me logo voltar outra vez para lá.

E os habitantes locais... receberam-vos bem?

Sim, eles adoram ver que há gente a levar dinheiro para o país deles. Nós estivemos em boas pensões com dormida e comidas locais - os nossos operadores turísticos podiam aprender muito com eles sobre a calorosa recepção que temos neste tipo de estabelecimentos.

Tu foste o único (do vosso grupo) a levar um surfkayak... viste mais alguém a praticar kayaksurf?

Na última semana, choquei com o waveski de um rapaz chamado Steve Chivers (era inglês). Para além desse, despertei sempre a curiosidade quando me viam a surfar num kayak.



Ondas perfeitas no Sri Lanka com uma temperatura da água de fazer inveja


Tu disseste-me que Hikkaduwa foi um dos melhores spots que surfaste (entre muitos outros). Mas qual foi o mais espectacular que conheceste por lá?

Bem, eu descobri um spot incrível sobre o qual já me tinham falado muito. Geralmente, eu não sou daqueles que gosta de guardar spots secretos só para mim, mas os surfistas locais bem como os estrangeiros, foram impecáveis em me deixarem surfar com um kayak aquelas ondas e seria errado em divulgar aqui na net aquele sítio. Já têm dito que um verdadeiro surfista acaba sempre por encontrar um spot secreto...


Hikkadwa - paraíso do surf no SW do Sri Lanka


Tu já surfaste em muitos lugares deste mundo (Brasil, País Basco, África do Sul, Tahiti, América Central). Agora, depois do Sri Lanka, qual é o melhor país para surfar?

Todos têm os seus próprios méritos e eu acho que é impossível reduzir tudo a um só país. Por agora, eu diria que era o Sri Lanka, mas isso é porque acabei de regressar depois de lá andar a surfar durante três meses só de calções e saiote! O Tahiti foi incrível porque só conseguíamos alcançar os picos à custa do apoio de barcos a motor. A América Central tem picos de surf fantásticos que se prolongam por km e km - o Brasil, por exemplo, ondas de luxo e mulheres lindas, lindas... como é que eu posso reduzir todos estes locais a um só? Desde que um país seja quente e tenha melhores ondas do que aquelas que tenho em casa, quero-o conhecer!

E o teu FUSION... como é que está a sua "carreira"?

Está muito bem, mas eu sou suspeito a dizer isto. Acho que o pior que há em desenhares o teu próprio surfkayak, é quando tu gostas mesmo dele e o dizes a toda a gente, há sempre quem não acredite nas tuas palavras. Tu conheces as reacções... "Bem, ele diz isso porque o desenhou". Está desenhado com para o tipo de ondas que eu gosto de imaginar; rápidas, com tubos e verticais! No Sri Lanka o FUSION foi espectacular! Consegui mais aéreos lá do que em qualquer outro sítio e surfei secções daquelas de que normalmente fugia! Há cada vez mais gente a comprá-lo e isso são boas notícias para a DBxclusive. A notícia de que há no mercado mais do que um fabricante de surfkayaks, está a espalhar-se lentamente e isso deve-se aos kayaks que eles estão a construir!


FUSION - desenhado por Nathan para a DBxclusive



Estás a pensar em algum modelo novo?

Temos que esperar para ver o que vai acontecer... os surfistas viajam com várias pranchas para diferentes ondas e condições. Onde o FUSION surfa bem, outros surfkayaks podem arrastar-se mas, onde outros surfam espectacularmente, o FUSION pode também não resultar. Talvez haja espaço para mais qualquer coisa nova.

Na tua opinião, como é que vês a evolução no design dos surfkayaks? Inovadores, radicais...

Nunca esteve tão bom como agora! Para mim, tudo se resume a um fundo raso sem canais ou sulcos, simplesmente liso tal como uma prancha de surf e o volume elevado na traseira (cauda) é também muito importante! Assim que estes dois factores se reúnem no design de um kayak, as grandes manobras começam a surgir. A minha única preocupação é que os surfkayaks estão a ficar cada vez mais parecidos com os waveskis e desde que isso se verifica não paro de colocar a perigosa questão - "Porque é que não estamos todos a andar de waveskis?"


“... Porque é que não estamos todos a andar de waveskis?"



Nathan Eades - Sri Lanka Março 2007


Imagina que eu quero ir até ao Sri Lanka... que tipo de conselhos me darias?

Toma todas as vacinas que possas, há por lá mais pragas do que tu podes imaginar! Todos os spots são rasantes aos corais e isso é que os corais têm de mais perigoso. Se tocas num coral, ficas com pedacinhos espetados que rapidamente infectam. Tu tens que saber realmente muito bem aquilo que estás a fazer com o teu kayak antes de te decidires a ir até lá porque senão, podes aleijar-te a sério. Assegura-te de que a tua etiqueta do surf está impecável. O pessoal com quem eu surfei por lá demorou um bocado a admitir um kayaksurfista mesmo estando eu a respeitar completamente as regras. Eu diria que uma simples queda ou choque com alguém seria o suficiente para que não fosses bem-vindo em muitos spots.

As melhores recordações que guardas do Sri Lanka...

Toda a viagem, a sério: as ondas o sol, a temperatura da água, as pessoas, a comida e, claro, os malhos que dei por lá!

E o menos positivo...

Não há miúdas - rigorosamente nenhumas! As locais não fazem o meu género e, de qualquer maneira, a religião delas mantém-nas bem longe. Normalmente, o Sri Lanka atrai turistas mas agora, devido aos ataques bombistas (facção radical dos Tigres Libertadores de Tamil), não se viam mesmo nenhuns! Nesse aspecto, três meses foi mesmo um loooooongo período!

E ao mundial de kayaksurf deste ano em Mundaka/Bakio... contamos contigo?

Sim, estou ansioso por participar. Mundaka em Outubro, quando está no seu auge, é de loucos, e isso pode contribuir para um grande campeonato do mundo. Vamos ter por lá grandes surfadas mas também quedas brutais! Não estou muito preocupado com a competição. O que eu quero é surfar lá GRANDES ondas.


Nathan estará em Mundaka para o Mundial deste ano em Outubro


Tu falhaste a Taça do Mundo em Portugal... quando é que te vemos a surfar por cá?

Eu sei, e isso foi mesmo mau! Nos últimos quatro anos, tenho estado a estudar longe da costa e isso dificultou-me imenso a participação em provas inglesas e nas provas de qualificação no estrangeiro. Mas agora tudo isso acabou - acabei de comprar uma casa a 100 metros de um dos melhores spots de surf do País de Gales, sou professor substituto, estou a ganhar bem e sou completamente flexível! Posso ir surfar umas ondas e participar nas competições sempre que quiser. Por isso, lá estarei no Campeonato Mundial. Mas, espera lá... isso é um convite para ir surfar contigo em Portugal?

Claro que sim! E agora, as tuas últimas palavras para todos os kayaksurfistas que leiam esta nossa conversa...

Saiam e surfem sempre! Os melhores dias são sempre aqueles que nos parecem os piores mas, se entrarem, saem sempre a sorrir!

Obrigado Nathan! Espero-te então em Portugal!




Nathan Eades


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Trabalho publicado em 31 de Março de 2007

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - Jamie Brammel




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