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:: Regras da Associação Mundial de Kayak Surf ::







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OS OBJECTIVOS DESTAS REGRAS SÃO:


Promover uma competição justa e segura que encoraje o desenvolvimento e a benevolência entre nações.

Promover uma classificação standard que tabele os competidores e as suas manobras enquanto remam um kayak nas diversas partes da onda.



CRITÉRIOS GERAIS

Estes Critérios serviram de base para a classificação atribuída pelos juízes do Campeonato Mundial de kayak surf de 2003 dispurado na Irlanda.

O kayaksurfer tem que executar as manobras mais radicais na secção crítica da onda com a devida velocidade e controlo exigidos. O kayaksurfer que execute tais manobras nas melhores e/ou maiores ondas durante a maior distância possível percorrida nessa mesma onda, será considerado vencedor.

A. Manobras Radicais Controladas

Os juízes de prova esperam sempre por ver mudanças de direcção do kayak na onda. Tais manobras incluiriam bottom turners, (voltas de fundo), reentradas, cutbacks, floaters, aéreos, tubos, top turns (voltas de topo), etc. Consoante a sua radicalidade e devido controlo do kayak por parte do canoísta, assim será a pontuação obtida.

É importante salientar que, mesmo que a kayaksurfer tenha completado 90% de uma manobra, esta não será totalmente pontuada se a saída da referida manobra for deficiente.

B. Secção mais Crítica da Onda

As pontuações mais elevadas ocorrem quando o kayaksurfer fica mais tempo na secção crítica da onda (na cova mais acentuada junto à parede). O grau de compromisso e o risco envolvido neste tipo de manobra justifica a sua pontuação mais elevada.

C. As maiores e/ou melhores Ondas

A selecção das ondas é o factor mais importante para um surfista enquanto está no seu heat. Esta selecção é que irá ditar quais as manobras que poderá executar nessa mesma onda. Há menos ênfase colocado no tamanho das ondas porque, muitas vezes, as que melhores pontuações possibilitam (mais manobráveis), podem afigurar-se médias ou até pequenas. Porém, numa competição em que se observem ondas grandes e manobráveis, a parte mais importante dos critérios de pontuação será o tamanho. O kayaksurfer que demonstre estar preparado para surfar as maiores ondas, comprova o seu à-vontade neste tipo de condições.

Atenção que um kayaksurfer não obtém uma pontuação mais elevada só porque apanhou a onda mais alta ou a de melhor “qualidade”! Não se pode esquecer que tem que obedecer à primeira secção dos critérios de pontuação (quantidade de manobras que efectua na onda) de forma a obter a melhorar a sua prestação.

D. A distância funcional mais longa

As pontuações mais elevadas são atribuídas aos maiores “passeios/percursos” na onda. É importante salientar que o comprimento funcional de um destes “passeios”, significa a possível distância mais longa percorrida pelo kayaksurfer visionada pelos juízes enquanto o primeiro executa as suas manobras.

QUANDO AS CONDIÇÕES ESTÃO MÁS PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA

Em condições menos boas para a prática do kayak surf, os juízes de prova estarão atentos à exploração das ondas em função das manobras que o kayaksurfer conseguir sacar nessas ondas. As manobras consideradas habituais em condições melhores, serão igualmente pontuadas se o kayaksurfer as conseguir fazer em condições consideradas menores.

INTERFERÊNCIAS

Para determinar a interferência, os juízes decidem primeiro qual o kayaksurfer que tem a PRIORIDADE (preferência) na onda. Após esta definição, os juízes avaliam se o kayaksurfer foi de alguma forma impedido pelo outro competidor em alguma parte da sua prova. A palavra chave neste critério é " possivelmente ". Se o juiz considerar que algum competidor impediu/prejudicou a prova de outro, a interferência deve ser considerada.

O que é que os juízes consideram como interferência:

1. Qual o kayaksurfer que tem a prioridade? No momento do arranque, o kayaksurfer que se posiciona no interior da onda tem sempre a prioridade.

2. Houve interferência ou não? O kayaksurfer com a prioridade foi de alguma forma impedido de trabalhar a onda como queria?

C. Qual das regras foi infringida? Impedimento, provocação de queda, aproximação excessiva, etc.

A REGRA DE INTERFERÊNCIA É:

O kayaksurfer que consegue posicionar-se no interior da onda (parede visível para a praia) obtém automaticamente a prioridade ao longo de toda essa onda.

A Interferência será considerada sempre que a MAIORIA dos juízes considere que o outro competidor interferiu prejudicialmente na prova do outro kayaksurfer.

Sempre que um kayaksurfer se encontre em frente de um outro que ganhou a prioridade mas abandone essa onda rapidamente, não deve ser considerada interferência, a não ser que impeça o outro kayaksurfer de progredir nessa secção.

1. Point Break - (única direcção da onda) - O kayaksurfer que obteve a prioridade tem toda a onda para si.

2. Single Peak (Esquerdas & Direitas) - O kayaksurfer que, logo no arranque se posicione quer para a esquerda quer para a direita, obtém a prioridade para essa direcção podendo o outro competidor explorar a restante onda não seleccionada pelo que obteve a prioridade.

3. Beach Break (Múltiplos Picos) – Quando dois picos distintos eventualmente se direccionam para o mesmo ponto, ambos os competidores devem abandonar a onda de forma a evitar a colisão. Neste caso:

A. Se ambos abandonaram a onda evitando uma possível colisão, nenhum deles é penalizado.

B. Se eles se cruzarem e, entretanto, chocarem, os juízes de prova penalizarão o que foi considerado motivador da colisão (agressor).

C. Se, em caso de colisão, ambos forem considerados “agressores”, a penalização será atribuída aos dois competidores.

NO KAYAK SURF SÃO CONSIDERADAS INTERFERÊNCIAS:

1. Quando um kayaksurfer estabelece contacto ou força o outro competidor (considerado prioritário) a mudar o rumo do seu kayak e assim prejudicar as suas manobras.

2. Quando um kayaksurfer se coloca à frente do outro competidor que, entretanto, tenha ganho a prioridade.

3. Quando um kayaksurfer tenta sair da onda para ceder prioridade mas, mesmo assim, não consegue evitar a colisão, caberá aos juízes decidirem se tal acto foi de facto acidental ou propositado. Se um kayaksurfer arrancar na espuma branca mesmo atrás do primeiro kayaksurfer que ganhou a prioridade e interferir com o seu kayak, será penalizado por declarada interferência.

PONTUAÇÃO

Serão alvo de maior pontuação os percursos mais demorados (e consequentes manobras) ao longo da onda que comecem logo na parede mais íngreme até à zona de fractura dessa mesma onda.

Sempre que surgirem dúvidas a este respeito, aconselha-se uma consulta às regras consideradas nas provas de surf Longboard.

O uso de todas as partes da onda será permitido sempre que a intenção seja acrescentar mudanças à velocidade ou direcção do kayak. As pontuações mais altas serão atribuídas quando as manobras são terminadas em secções críticas da onda, ou seja, mais próximas do ponto de rebentação.

A PONTUAÇÃO NESTAS PROVAS, BASICAMENTE, DEVERÁ REFLECTIR O TAMANHO E A FORMA DAS ONDAS SURFADAS, O TAMANHO E O ESTILO DE REBENTAÇÃO, A VELOCIDADE E COMPRIMENTO DO PERCURSO, O NÚMERO DE MANOBRAS, A VELOCIDADE DE EXECUÇÃO E A DIFICULDADE DESSAS MESMAS MANOBRAS.

REGRAS PROCESSUAIS

TODOS OS COMPETIDORES DEVEM TER RESPEITADO AS SEGUINTES REGRAS ANTES DE SEREM ACEITES NAS DIVERSAS PROVAS:

1.Todos os competidores devem ser os sócios das suas federações nacionais e/ou associações de kayaksurf.

2.Todos os competidores devem ter preenchido um formulário de inscrição e liquidado todas as despesas inerentes à inscrição respeitando, para tal, todos os prazos instituídos. (Qualquer excepção para esta política será determinada pelos países anfitriões.)

3.Na altura da inscrição, todos os competidores devem ser informados acerca da regras da competição e exigências de segurança.

4.Todos os competidores devem estar aptos a executar a esquimotagem em águas consideradas bravas.

A organização anfitriã deverá providenciar todas as condições de segurança exigidas para a realização da prova, bem como informar todos os competidores acerca das mesmas. Neste item, todos os competidores têm que assistir à palestra inicial sobre as questões de segurança e inerentes políticas de salvamento.

Os países anfitriões deverão providenciar, dentro das suas possibilidades, a presença de juízes profissionais para o evento. Para além destes, todos os países participantes podem sugerir indivíduos considerados qualificados que possam agir como juízes de prova.

Os competidores devem estar preparados para, se necessário, agirem como os juízes ou escriturários quando solicitado pela organização.

Todos os potenciais juízes (não-competidores) devem ser alvo de uma pré-qualificação e inseridos numa lista de “Juízes Elegíveis” que será divulgada antes da competição ter início.

Ninguém poderá desempenhar as funções de juiz numa prova Internacional de Kayak Surf caso o seu nome não conste na lista de ”Juízes Elegíveis” que foi divulgada antes do início da prova.

Antes de iniciar o seu heat, é da responsabilidade de cada competidor informar o Director de Prova acerca desse facto. Uma falha de comunicação ao Director de Prova acerca deste factor, será alvo de possíveis sanções por parte do júri.

Qualquer competidor que seja eliminado por um qualquer motivo, não pode reentrar numa fase posterior.

Qualquer competidor que se encontre a remar na área destinada à realização da prova e não fizer parte desse heat, será alvo de sanções por parte do júri.

Todos os competidores têm que entrar no seu heat ostentando as lycras entretanto distribuídas pelo Director de Prova. Nunca serão permitidas cores iguais ou aproximadas nas lycras vestidas pelos competidores.

Os competidores podem ter ajuda no esvaziando dos kayaks e posterior reentrada no mar enquanto o seu heat estiver a desenrolar-se.

Nos campeonatos internacionais e provas de qualificação, os heats deverão ter, no mínimo, 15 minutos de duração.

Os caiaques dos competidores devem ser inspeccionados e aprovados de forma a satisfazerem todas as exigências técnicas e de segurança impostas pelas diversas organizações de prova. Para além desta aprovação (efectuada na altura da inscrição), todos os kayaks devem ser alvo de uma inspecção visual por parte do Director de Prova antes de entrarem na água no momento inicial de cada heat.

Haverá Heats que englobam as classes individuais e por equipas, quer para mulheres, quer para juniores e competidores externos. O país anfitrião pode ter exigências adicionais em relação a esta matéria.

REGRAS DE SEGURANÇA

TODOS OS KAYAKS EM PROVA (INDEPENDENTEMENTE DAS CATEGORIAS), DEVEM TER:

- Contornos arredondados :

- Um diâmetro mínimo de 50mm (permitindo 6mm protuberância) vistos de cima.

- Flutuabilidade mesmo quando cheio de água

Todos, inclusive os kayaks de alta performance (HP), tem que ter pegas nas extremidades colocadas a não mais que 3 cm das pontas do kayak.

Os kayaks que tenham as pegas a mais de 3 cm das extremidades, devem ostentar fitas de alcancem a extremidade do barco.

Capacetes e Coletes aprovados são exigidos a todos os competidores.

ESPECIFICAÇÕES DOS COMPETIDORES

AS PROVAS INTERNACIONAIS TERÃO AS SEGUINTES DIVISÕES E COMPETIDORES POR EQUIPA:

Homens - Clássico Internacional (IC) – Equipas de 4 homens

Mulheres IC – Equipas de 2 mulheres

Homens – Alta Performance (HP) – Equipas de 4 homens

Mulheres HP – Equipas de 2 mulheres

Juniores – Clássico Internacional (IC) - 2 juniores (Abaixo dos 18 anos de idade ou não ultrapassados até ao dia 31 de Dezembro do ano da prova)

Número de máximo de Substitutos: 2 homens, 2 mulheres, 1 júnior

Número total de membros de uma equipa: 14 mais os substitutos

EM RELAÇÃO ÀS COMPETIÇÕES EXCLUSIVAMENTE INDIVIDUAIS:

Terão todas as categorias listadas acima para o evento das equipas acrescentada de uma divisão denominada MASTER que pode ser disputada por homens e mulheres. Um competidor MASTER deverá ter 40 anos de idade ou mais velho no dia 1 de Janeiro do ano de competição.

ESPECIFICAÇÕES DOS KAYAKS

COMPRIMENTO:

Clássico Internacional (IC) : 3 m ou mais medidos num plano horizontal.

Alta Performance (HP): nenhuma restrição em relação ao comprimento

CASCO:

IC: Não são permitidos finos. Não há nenhuma restrição adicional em relação ao design superior bem como aos assentos.

HP: não há qualquer restrição e os finos são permitidos

CONSTRUÇÃO E DESIGN DA PARTE SUPERIOR DO KAYAK (COBERTURA):

O kayak será de construção oca, dentro do qual o canoísta se senta – sit in. Não são permitidos sit-on-top (sentados em cima).

Qualquer material é permitido para construção do kayak

Todos os kayaks têm que permitir a utilização de um “saiote” que cerque por completo o canoísta e impeça a água de entrar na embarcação.

À ORGANIZAÇÃO DO EVENTO CABE SEMPRE A DECISÃO DE DESQUALIFICAR QUALQUER COMPETIDOR QUE OSTENTE UM KAYAK CONSIDERADO PERIGOSO PARA A COMPETIÇÃO OU QUE, DE QUALQUER FORMA, NÃO RESPEITE AS ESPECIFICAÇÕES E EXIGÊNCIAS DO REGULAMENTO.

REGRAS ESPECIAIS CONSIDERADAS NO MUNDIAL DA IRLANDA:

NAS CLASSES IC (CLÁSSICO INTERNACIONAL), MANOBRAS COMO 360’S E BACKSURFING (SURFAR COM O KAYAK À RÉ), NÃO SERÃO ALVO DE PONTUAÇÃO, EMBORA SEJAM PERMITIDAS.

A CONCLUSÃO DE TODAS AS MANOBRAS SÓ DEVERÁ OCORRER QUANDO A ONDA QUEBRA POR COMPLETO E NUNCA ENQUANTO A ONDA NÃO DESMANCHAR.

NÃO É ATRIBUÍDA QUALQUER PONTUAÇÃO A MANOBRAS EFECTUADAS NA ESPUMA FINAL APÓS A REBENTAÇÃO DA ONDA.

NÃO É ATRIBUÍDA QUALQUER CLASSIFICAÇÃO A MANOBRAS EFECTUADAS FORA DA ONDA.

MANOBRAS DE RODEO EFECTUADAS NA “ESPUMA” NÃO SÃO ALVO DE QUALQUER PONTUAÇÃO.



Pesquisa efectuada em Maio de 2004

Texto - Luis Pedro Abreu

Fonte- World Surf Kayak Association




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