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:: RUI CALADO ::







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RUI CALADO

Campeão Nacional de Kayaksurf 2005

Rui Calado

Rui Calado evita grandes apresentações. É um nome incontornável no panorama nacional da canoagem. Presidente do CCABP, autor do primeiro livro editado em Portugal dedicado às águas bravas - Portugal Kayak - , participante assíduo em provas e expedições/aventuras um pouco por esse mundo fora, Calado está agora (também) rendido ao kayak surf. Em ano de seca, o mar apresentou-se como uma excelente alternativa para molhar os kayaks. Rui Calado, desde sempre envolvido na organização pioneira do evento, não resistiu à tentação e, de júri habitual nas provas, saltou para a competição. E deu-se bem! Com uma experiência invejável de águas bravas, aplicou todo o seu potencial técnico nas ondas do mar. Sagrou-se campeão nacional neste ano de 2005, o primeiro em que decorreu um circuito da modalidade. Agora, prioridade à conversa!


www.kayaksurf.net - Decorreu este ano o primeiro circuito nacional de kayak surf... qual a tua opinião geral acerca desta estreia?

RUI CALADO – Para uma primeira vez e para a dimensão que a modalidade tem por enquanto acho que os cerca de 40 kayakistas envolvidos chegaram e sobraram. Houve malta que levou a coisa mais a peito e foi a todas e outra que só apareceu nas provas mais perto de casa, mas é assim. Ainda penso é que alguma rapaziada tem "medo" da palavra prova e não aparece, ou aparece e não se mistura, ou fica de pé atrás e tal. Acho que na fase em que as coisas estão ainda, a ideia das provas foi mais a de ter pretextos para a malta se reunir e fazer umas ondas em praias diferentes. Pelo menos foi assim que eu encarei a coisa, sempre na desportiva. Mas foi um luxo, apanhámos quase sempre ondas todos os dias de prova, deu sempre para umas surfadelas fixes e em convívio antes e depois das provas, em praias bonitas, com sol…

Qual a prova que te correu melhor?

- A primeira, na Praia Grande. Apesar das condições não estarem ideais tem mais o tipo de ondas que eu gosto: grandes e com muito power. Naquelas condições, quando a malta consegue ir apanhar uma onda lá fora, permite manobras mais aéreas, mais definidas, em maior quantidade, etc etc… apesar de ter ficado em segundo a coisa foi renhida com o Palavra. Por outro lado, logo para estrear aqueles "cachuchos" acho que afastaram algumas pessoas das outras provas, malta que ainda está mais a começar e ainda não tem confiança para enfrentar o mar assim. Mas eu curto… e além disso é uma praia para onde vou muitas vezes porque fica a 20 min. de minha casa, portanto…



Calado na Prova da Praia Grande, em Sintra, que ficou com o galardão das maiores ondas do campeonato deste ano

E sobre os spots escolhidos... achas que há algumas alterações a efectuar para o próximo ano?

Nada a apontar, tivemos provas de norte a sul do País em praias muito fixes e com ondas 5 estrelas. O que é que se pode pedir mais? (Bem, talvez as miúdas que costumam estar a assistir e participar nas provas de surf…)

O número de participantes (e assistência) tem aumentado de ano para ano. Estamos, finalmente, na presença de um kayak surf nacional com pernas para andar?

Vamos ver se a malta que organizou este ano continua motivada para o ano… e se os kayakistas perdem a timidez e aparecem em maior número. Há com certeza muito mais do que 40 kayakistas a surfar em Portugal…

A questão anterior vem na sequência de que a maioria dos surfkayakers que temos, são fruto da escola das águas bravas, no entanto, já começam a surgir canoístas que só fazem ondas. Como vês esta evolução?

Sempre achei que para já em Portugal o kayak surf e o Freestyle nas ondas tinham mais hipóteses de "vingar" do que outras modalidades: É mais fácil aprender, mais prático, mais seguro do que o rio, menos frio, exige menos deslocações, pode-se praticar todo o ano, etc etc. Na Europa somos quem tem melhores condições para a prática de kayak surf, por isso acho que é uma evolução natural…

Escrevi há tempos um artigo - "O que é o kayak surf" - onde colocava várias questões em torno desta vertente da canogem. Depois de teres participado em todas estas provas, como vês a questão dos júris... pessoal das águas bravas ou do surf?

- Pois… Neste momento os júris que há é quem se disponibiliza a apanhar uma grande seca de dois dias ao sol a olhar para as ondas durante horas seguidas… mas acho que deve ser uma mistura dos dois (se águas bravas aqui estiver no sentido do Freestyle). No fundo o que interessa é que sejam constantes em toda a prova e sigam os regulamentos. Essa foi a parte mais complicada do circuito este ano parece-me… há mais rapaziada com cursos de árbitros de Freestyle por cá mas não se chegam à frente e acabam por ser quase sempre os mesmos a fazer de júris… mas pareceram-me sempre bem nas provas todas. Da minha parte nada a reclamar… só a agradecer (não o primeiro lugar, claro, mas a seca que apanharam só por carolice).



Calado em prova

Sagraste-te campeão nacional de KS em Peniche, mas foi Darren Bason que ganhou a prova. Como é que viste o surf dos britânicos que participaram na prova de Peniche?

Este "choque" entre kayaks de surf e de Freestyle já o tinha visto há um par de anos numa prova de ksurf no país basco. As discussões eram parecidas, tipo "como é que aquele gajo só a fazer parede vai até à final e os outros a fazer cartwheels ficam pelo caminho?", etc. Pessoalmente acho uma grande seca fazer paredes nas ondas, prefiro mil vezes aproveitar a pendente e o power das ondas para tentar - e às vezes fazer - manobras que de outra maneira só poderia tentar no Uganda, no Zambeze, no Canadá… ou seja, em rios de grande volume. E isso mesmo aqui à porta de casa… Confesso que 2 minutos depois de estar a olhar para um kayak a fazer paredes ou mesmo só 360'as perco completamente o interesse. E o mesmo se passa com as pessoas que estão na praia sem estarem directamente envolvidas na prova - a assistência - pelo que tenho ouvido e reparado, prende muito mais a atenção um kayak a fazer loops por exemplo do que uma surfadela numa parede durante 300 metros… mas há gostos para tudo e haja é ondas, muitas e grandes para a malta se divertir.

Não vimos Darren Bason a fazer 360's, blunts ou loops e, mesmo assim, conquistou o júri e a assistência. Será que estamos a caminhar para um kayak surf cada vez mais "surfista"?

Pois do meu ponto de vista espero que não… acho que os kayakistas devem aproveitar o facto de estar presos ao kayak para fazerem manobras mais tridimensionais… ou seja, não só no plano, como parede, cut backs, 360'as ou o que for, mas rotações na vertical. É essa a grande diferença (e vantagem) nossa para o surf. Como eles não estão agarrados à prancha têm muitas limitações nesse sentido (apenas podem contar com a força centrífuga acho eu). E mesmo assim se repararem numa prova de surf já se vê que o caminho é a variedade de manobras, com rotações aéreas, muito mais manobras de explosão e cada vez menos surf na parede. Acho que isso vem da necessidade de prender o interesse das assistências, para conseguirem melhores imagens e novos desafios técnicos. Seria um erro nós andarmos no sentido contrário… Se eu curtisse fazer paredes aprendia a fazer surf, que acho que é uma forma muito mais clean e pura de fazer ondas. O Darren ganhou porque as ondas de Domingo eram boas para aquele tipo de surf, já no sábado com o mar maior foi o André com um plástico que deu cartas…

E o que achaste dos kayaks que eles usam?

Pois eu pessoalmente não me atraem nada… acho que o meu encontro com o Dagger Crazy foi perfeito, para mim tem a velocidade, agilidade e tamanho ideal… descola de luxo, roda a pedido e ainda por cima tem uma cor que fica bem nas fotos… eh eh eh. Os kayaks de surf são muito limitados para manobras verticais, são apenas rápidos… ideais para um tipo de navegação que não é o meu. Estou para aqui a falar mas é tudo de cor porque não meti o c… dentro de nenhum dentro de água e por isso não posso falar com conhecimento de causa. Mas a verdade é que também não me deu vontade de experimentar o que também quer dizer alguma coisa…




Dagger Crazy - O favorito de Calado para surfar

Continuas fiel aos nossos "plásticos"?

Sempre!!!

E para o ano... que planos tens em termos competitivos. Mais águas bravas ou kayak surf?

Epá eu este ano só participei no circuito por brincadeira. Estava farto de ficar a secar como júri e resolvi ver como era o outro lado da cena. E também porque tinha que justificar um patrocínio… eh eh eh… Não tenho aspirações nenhumas desse tipo, não curto muito competição.

Últimas palavras para os leitores destas linhas...

Espero que para o ano, se eu fizer as mesmas manobras, fique em último do circuito. Isso queria dizer que já havia muita malta a remar com ganas e a mandar-se para ondas grandes e a fazer grandes manobras aéreas… isso é que era… até porque eu já estou cota e a precisar de substituição… eh eh eh.


Várias de Rui Calado




Trabalho publicado em 5 de Outubro de 2005

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - Arquivo pessoal de Rui Calado + PAGAYAK + kayaksurf.net





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