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:: SPENCER COOKE ::








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SPENCER COOKE

“Gosto de voar nas ondas”

foto: www.localpaddler.com foto: www.localpaddler.com

Spencer Cooke na Nicarágua - fotos: www.localpaddler.com

John Spencer Cooke tem 28 anos e é natural de Fairview, na Carolina do Norte, EUA. Em 1993, iniciou-se nas lides mais profissionais da canoagem no New River da Virgínia como guia. Paralelamente, ia filmando as suas aventuras e registando em vídeo grandes momentos de acção em torno da canoagem de águas bravas. Mais tarde, em 1988, juntamente com Daniel de LaVergne, forma a “Penstock Productions” e passa a dedicar mais tempo a esta actividade. Investiu em mais material, começou a produzir outros eventos desportivos e criou a que viria a ser a primeira revista mundial de vídeo de águas bravas – a Lunch Vídeo Magazine (LVM). Considera-se um apaixonado por todas as vertentes da canoagem. Em 2001, venceu o “Extrasport Challenge” e em 2003, obteve um quarto lugar no “Potomac Hole Riding Competition” mas, ultimamente, há uma em especial que tem merecido toda a sua paixão: o kayak surf. Em 2001 e 2003, fez parte da selecção norte americana da costa Este de kayak surf. Os resultados que obtivera até então, fizeram com que, naturalmente, fosse convocado para essa selecção (em 2001 foi primeiro lugar em HP nas US East Surf Trials e em 2002, novamente primeiro classificado nos Surf Kayak Nationals em k1 e terceiro em HP). Em 2003, foi segundo em k1 e IC na “Jacksonville Kayak Competition”, foi ao mundial da Irlanda onde ficou em 17º lugar e arrecadou um terceiro lugar em IC no Folly Surf Kayak Comp. No ano passado, dedicou-se quase por inteiro à sua produtora mas, confessa, o mar continua a chamá-lo muita vez.



www.kayaksurf.net - Quando é que começaste na canoagem…

SPENCER COOKE – Há 12 anos.

E o kayak surf, quando é que surgiu?

Há uns 5 anos, sensivelmente…

Onde é que habitualmente te podemos encontrar a surfar?

Na costa da Carolina do Norte, principalmente na zona de Wilmington e pela praia de Wrightsville.

É uma pergunta clássica a todos os entrevistados… achas que o pessoal que passa primeiro pela experiência dos rios tem mais facilidade nas ondas?

Eu acho que não é essencial mas um canoísta que tenha experiência e técnicas de rio, pode tornar-se, de certeza, num melhor surfkayaker. Principalmente no que diz respeito a técnicas inerentes aos playboats.

E aqueles que vêm do surf para o kayak surf

De certeza que têm maior facilidade! Eu não tenho investido muito na prática do surf com prancha mas gostaria de explorar mais essa área.

Olhando para o teu percurso desportivo, parece que o kayak surf tem sido MESMO a tua última paixão… concordas?

Sim. Surfar uma onda de mar com o meu kayak, é sem sombra de dúvida o local onde mais gosto de andar com ele. No entanto, acho que há ainda muita coisa a aprender nesta vertente. Sinto que tenho que investir mais nos rios mas as ondas parecem-me a vertente menos explorada na vertente do Freestyle. É isso que me atrai mais. E ainda por cima, há muito mais velocidade!

E agora sobre kayaks… qual o teu modelo favorito para surfares?

Para mim, o melhor kayak é o meu. Construí-o com um colega meu e chamámos-lhe Mega Charger. Nas condições ideais, é o meu kayak de eleição. Quando as paredes estão altas, este barco proporciona-me o surf que mais gosto de praticar. É pequeno e vira de direcção muito rapidamente… o que para mim é essencial.



MEGA CHARGER - o preferido de Steve Cooke

Agora competes essencialmente em provas de kayak surf. Pertenceste, inclusivamente, à US East Surf Team em 2003 e 2001. Com que frequência é que entras em provas?

Regra geral, participo em provas de kayak surf durante todas as temporadas. Entro em 5 ou 6 eventos por ano excepto este ano que passou (2004) em que tirei uma férias dessas andanças.

Porque é que abrandaste a tua participação em provas de kayak surf?

Roubam-me muito tempo e energia e agora tenho mais vontade de explorar outras áreas. Por exemplo, tenho participado em algumas cenas de rio por aqui e ali. Em 2004, só entrei em duas destas. Uma foi em Potomac, na Virginia, onde fiquei classificado em terceiro lugar na secção “Freestyle Hole Riding” e em primeiro lugar em “Freestyle Down River”. Também participei nos “US Freestyle Team Trials” onde me classifiquei em 30º lugar. Nada famoso. Mas nada perdido também!

Tu, que até participaste no Mundial de KS da Irlanda, o que é que achas das regras que actualmente a Associação Mundial apresenta para as provas que continuam a dividir as duas classes, HP e IC?

Eu concordo com as regras que actualmente estão em vigor. Compreendo que, numa organização mundial como aquela, as coisas não mudem de um dia para o outro… apesar de achar que há algumas coisas a mudar. Não acho que haja problema algum em classificar tanto os HP como os IC. Isso foi reconhecido e instituído no Mundial da Irlanda pela Associação. Contudo, gostaria de ver consumada uma alteração nas regras que já foi aplicada nas provas da Costa Este dos EUA. A alteração é que ninguém pode competir na classe HP com um kayak que ultrapasse os 2,7 metros (no máximo). Eu até acho que o limite máximo dos kayaks deveria ser menor mas esta lei já é um começo e, na prática, vai nivelar os kayaks que participem nesta classe. Desta maneira, o kayaksurfer que está usar um verdadeiro HP, não vê as suas ondas serem “roubadas” por outros barcos que encaixam mais na classe IC.

Pensas num regresso à selecção da costa Este de kayak surf?

Por duas vezes, fiz parte da Selecção Norte Americana da Costa Este de Kayak Surf, e tem sido uma experiência excepcional e muito educativa. Nas minhas últimas participações em mundiais de kayak surf, não tenho estado ao meu melhor nível. Nem de perto. Vamos ver o que o futuro me reserva…

Para além dos kayaks, também tens investido noutras áreas muito interessantes… falo das Penstock Productions. Qual foi o vosso maior projecto?

www.lunchmag.tv

A Lunch Vídeo Magazine (www.lunchmag.tv/) sem sombra de dúvida.

Sim, no vosso site vocês dizem mesmo que a LVM é a primeira revista mundial dedicada a vídeos de águas bravas…

Sim, e estamos muito satisfeitos com o feedback que temos recebido. Temos a sorte de fazer da LVM a nossa actividade principal e tem surgido imenso trabalho neste projecto.

Para além de toda essa actividade, também patenteaste uma invenção que se tem espalhado por inúmeras marcas de kayaks a “IR Ratcheting back band'. Como te surgiu a ideia?

Sistema de cintas para aperto de banco patenteado por S.Cooke

A minha ideia era, basicamente, fazer uma faixa traseira utilizando o sistema de apertos das botas de snowboard. Demonstrei esta ideia a uns amigos da IR (www.immersionresearch.com) e eles ajudaram-me na produção. Patenteámos a invenção há quase cinco anos e temos vendido praticamente para todo mundo.

Qual foi o maior susto que já apanhaste no mar?

Em Santa Cruz, na Califórnia, quando o meu amigo Stowe foi projectado contra os rochedos dentro do kayak. A sorte dele foi ter levado um Riot Boogie e o kayak, em vez de partir graças ao plástico, dobrou e isso protegeu-o bastante. Quando vi aquilo, tive que pagaiar até lá e andar ali mesmo sobre os rochedos com ondas bastante altas. Safámo-nos mas o pessoal saiu todo da água…

Qual a tua manobra favorita quando surfas?

Gosto de me passear pelo topo da onda (floater). Por isso é que eu gosto de paredes íngremes. Qualquer onda que me possibilite um pequeno aéreo, será ideal. Gosto de voar nas ondas… daí que goste tanto dos bordos altos…

Qual foi o melhor spot onde já surfaste?

Provavelmente, na Costa Rica num sítio chamado Avallana. Foi mesmo muito bom. Para além desse, também gostei muito de ter ido com uns amigos meus até à Nicarágua no Inverno passado. No entanto… terei que dizer que a praia de Wrightsville, aqui na Carolina do Norte, é sempre um dos meus spots de eleição.



Praia de Avallana na Costa Rica - um dos spots preferidos por Cooke

E Portugal… já andaste por cá?

Não. Quanto é que é a melhor altura? Gostaria imenso de vos visitar.

Que outros desportos praticas?

Eu, essencialmente, uso o kayak para todo o exercício, mas pratico todo o tipo de vertentes da canoagem. Gosto muito de descer um rio com quedas (creek) e, para além do mais, vivo a 45 minutos de uma das quedas mais famosas do mundo – The Green.

Como é para ti a onda perfeita para surfar…

Escarpada, a desfazer bem e com 2 metros de altura.

Deixa-nos agora algumas sugestões para quem queira iniciar-se no kayak surf…

Experimentem primeiro com os vossos kayaks de águas bravas e aprendam as manobras básicas nas ondas como o simples surfar. Para verdadeiramente surfarem uma onda, terão que experimentar um surf kayak. No início, pode parecer algo frágil mas habituar-se-ão rapidamente. Aprendam a cair na face da onda e a recuperar rapidamente para não perderem velocidade a surfar.

Últimas palavras para todos os canoístas que por aqui passem…

Não abandonem a escola, digam não às drogas e escovem sempre os dentinhos!



foto: www.localpaddler.com foto: www.localpaddler.com

Spencer Cooke a divertir-se de novo nas Panga Drops da na Nicarágua - fotos: www.localpaddler.com


foto: www.localpaddler.com


Spencer no Watauga River (fotos de cima), na Garganta de Linville (em baixo à esquerda) e no Nolichucky River na Carolina do Norte (CN)




Trabalho publicado em 27 de Janeiro de 2005

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - www.localpaddler.com + Consultwebs.com + www.govisitcostarica.com + Immersion Research + Mega Kayaks





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