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:: TONY CHERRY ::









Tony Cherry

US Waveski Open Champion 2008



Tony Cherry / Foto: Dominick Lemarie


Tony é de uma humildade desconcertante. Assume que não é nenhum predestinado a surfar e que tem que treinar no duro para conseguir obter o sucesso na modalidade. Sagrou-se 8 vezes campeão na Nova Zelândia e hoje, com 35 anos de idade, atingiu a sua melhor performance em competições internacionais ao vencer nos EUA em 2008. Tem acompanhado o kayaksurf mas, confessa, nunca experimentou nenhum surfkayak. Gosta de os ver surfar e anda ansioso para experimentar um “fechado”. Aliou-se à Tsunami e tem contribuído para o desenho de algumas das pranchas da marca neozelandesa. Com o Mundial este ano mais perto – Austrália 2009 em Setembro – Tony tem a logística mais facilitada. Irá procurar obter o melhor resultado possível mas, entre as linhas da sua entrevista, vislumbra-se uma atitude mais relaxada e bem menos stressada em relação à competição. Para quem começou com uma prancha de 28 quilos, hoje voa com toda a facilidade e faz as delícias dos fotógrafos graças ao seu surf espectacular. Falemos então com o craque neozelandês.


www.kayaksurf.net - Olá Tony… tu tens uma carreira fantástica no waveski. Treinas muito?

TONY CHERRY – Sim, bastante. Eu não tenho um talento natural como muita gente tem. Há pessoas que podem estar sem ir à água durante meses e depois, resolvem participar num evento e ganham! Se eu não praticar, é quase como se estivesse a começar tudo de novo, chega a ser triste de ver. Logo antes de um evento como o Campeonato Norte Americano ou o Mundial, faço um treino intenso de 3 meses em que vou à água três vezes por dia.

Suponho que é uma questão que já te colocaram mas… apresentas-te como um kayaksurfista ou um waverider?

Terei que responder que sou praticante de waveski porque nunca andei sequer num surfkayak. As minhas bases estão no surf de prancha e, há 18 anos, quando vi pela primeira vez uma prova de waveski na praia que frequentava, fiquei logo apanhado para toda a vida.




Tony Cherry / Foto: www.peniorphotography.com



Então conta-nos… quando, como e com que material começaste no waveski?

O meu primeiro waveski era um Tsunami 225 (de série) que já se tinha partido ao meio duas vezes e até já tinha caído dumas barras de um carro. Estava em muito mau estado e já tinha sido reparado tantas vezes que estava com 28 quilos. Quase não podia com ele. Depois de dois anos a andar com ele, estava numa prova e fui empurrado contra as rochas. Devido ao peso da prancha, apanhei com ela várias vezes na rebentação. Quando cheguei à praia, o meu pai disse-me que podia comprar uma prancha mais leve que não me matasse. Foi aí que comprei um wave personalizado que pesava 8 quilos e, um ano depois, ganhei o meu primeiro Open na Nova Zelândia. Portanto, se estás a começar no waveski, faz com que os teus pais venham ver-te à praia e pode ser que eles se resolvam a dar-te outro depois de te verem lutar com um wave pesadíssimo.




Tony Cherry / Photo by Sam West



E acerca de waveskis e surfkayaks, qual será o futuro… mais waveskis ou surfkayaks?

Na Nova Zelândia, estou cada vez a ver mais e mais surfkayaks em vez de waveskis. Há mais lojas a vender kayaks do que prancha de waveski. É difícil dizer o que futuro no poderá trazer mas agora, com o circuito semi-profissional de waveski, tenho bastante esperança que as coisas evoluam. Também é importante que os DVD’s destes eventos cheguem aos meios de comunicação social.

Achas que é mais fácil começar no kayaksurf ou waveski?

Como eu só estive dentro de um kayak em águas planas, achei-o bastante estável e equilibrado. Num waveski podes colocar as pernas de lado se começares a desequilibrar-te e, quanto ao surf, acho que será mais fácil para um principiante por essa mesma razão.

De certo que já reparaste na nova geração de surfkayaks que anda no mercado. São curtos, leves e rápidos. Como é que vês esta evolução dos surfkayaks?

É uma questão difícil de comentar para mim. Pelo que tenho visto e pela forma como eles surfam, julgo que são tão manobráveis como um waveski ou até mais. Estão muito agressivos, rápidos e adoraria experimentar um.




Tony Cherry / Foto: www.peniorphotography.com



Tu pertences ao Team Tsunami. Como é a tu colaboração com a marca?

Eu já pertenço à Tsumani há cinco anos e agora surfo pranchas perfeitamente adaptadas para o meu estilo de surf. O Nick da Tsunami e eu, trabalhámos em conjunto em algumas das minhas pranchas. Eu entro com as minhas ideias sobre design mas é ele que faz todo o trabalho duro de “shapar” os modelos. Quando o Nick me sugeriu pela primeira vez a ideia do bloco ajustável para os pés, pensei que ele tinha bebido uns copos a mais mas, assim que experimentei, nunca mais me adaptei a nenhum wave que não tivesse esta inovação. Graças a isto, consigo inteirar-me das minhas pranchas e saber ao certo o que acontece ao comportamento do wave se chegar o meu ponto de equilíbrio um cm à frente ou atrás sem ter que refibrá-lo. Fazer parte do Team Tsunami, é o que mais me tem feito evoluir, tanto sobre waveskis como nas ondas.

E sobre waveskiers… tens algum em especial que admires mais?

Há uns anos atrás, tinha decidido deixar as competições e só surfava quando estava calor e um grande swell. Depois, vi o DVD do Xavier Walser “Kazi Lines” com o Mathieu Babarit. Este DVD e o Babarit a surfar, deixaram-me tão entusiasmado que voltei em força ao waveski e reconquistei o gosto pela competição. Eu ainda acho que o Babarit é o melhor do mundo e, ao vê-lo surfar, inspira-me a ir para a água e tentar manobras diferentes. É por causa disto que admiro tanto o Mathieu.




Tony Cherry / Foto: Dominick Lemarie




"... Eu ainda acho que o Babarit é o melhor do mundo e, ao vê-lo surfar,

inspira-me a ir para a água e tentar manobras diferentes.

É por causa disto que admiro tanto o Mathieu."














Tu venceste o Campeonato Norte Americano de Waveski no ano passado. Conta-nos como tudo se passou…

Essa prova foi um dos momentos altos na minha vida desportiva. A prova estava tão bem organizada e eu fui tão bem recebido que foi um prazer competir. Tudo me correu bem nesse evento. Ganhei todos os heats e as finais de seniores e open. Também aprendi nessa competição que, quanto mais relaxado estiver, melhor consigo surfar (em vez de andar mais stressado a pensar em tudo). De uma forma geral, tudo correu muito bem e a viagem valeu a pena.

Com que frequência participas em provas de waveski?

Na Nova Zelândia, só temos uma prova por ano – o Open da Nova Zelândia. Tento sempre participar mas, se num determinado ano calha na mesma altura do Mundial ou de outra competição internacional, procuro sempre ir a essas competições mais exigentes. Como não temos muitos apoios no nosso desporto, é sempre muito difícil fazer mais do que uma viagem por ano para mim.

E este ano, que expectativas tens para o Mundial que irá decorrer na Austrália?

Este ano, vou para o Mundial com uma postura mais relaxada que tão bom resultado me deu nos EUA. Nos anteriores campeonatos do Mundo, eu surfava muito bem na primeira metade do evento e depois, desconcentrava-me e começava a baixar de nível. No Mundial de 2007, fiquei em 7º lugar e agora quero melhorar esse resultado. Se chegasse a primeiro seria fantástico.

Qual foi o melhor spot onde surfaste até agora?

Onde saquei as melhores ondas foi em Lacanau (França) em 1995 mas, o meu spot favorito, terá que ser a Coolum Beach na Sunshine Coast australiana.




Lacanau (França) e Coolum Beach / Sunshine Coast australiana / os spots favoritos de Tony



E na Nova Zelândia?

A foz do rio Waymak que fica a 20 minutos de minha casa. É uma onda de alta performance.

Os teus sites favoritos na net…

waveski.info , uswaveski.com , playak.com and boater talk.com

Deixa-nos agora algumas sugestões para quem queira iniciar-se no waveski…

Comecem em águas planas. Aprendam primeiro a esquimotar antes de se meterem no mar. Com esta estratégia, obterão a confiança necessária para quando apanharem com a primeira onda em cima. Metade do esforço/segredo do waveski é teres confiança naquilo que fazes. Assim que dominares o equilíbrio, a esquimotagem e a entrada na onda, o melhor é surfares sempre com alguém ou veres em câmara lenta as manobras de um bom DVD de waveski. O waveski preenche uma grande parte da minha vida e não o trocaria por outra modalidade.

Obrigado Tony e bom Mundial em Setembro!




Tony Cherry Interview and others



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Trabalho publicado em 08 de Julho de 2009

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - Sam West + Stormick Photography + Penior Photography




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