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:: TXEMA CARRETO ::








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Txema Carreto

PIONEIRO BASCO DO KAYAKSURF


Txema Carreto a surfar uma ondaça em Mundaka


Txema Carreto

De todos os entrevistados que figuram no kayaksurf.net , há alguns que deixam a sua marca. Recordo-me de quando estive com Alejo Pacheco (o senhor das ondas gigantes da Costa Rica), Darren Bason (campeão do mundo IC) ou Jonny Bingham (Campeão do mundo HP). Conhecê-los, foi o culminar de uma admiração que se foi construindo à medida que acompanhava os seus percursos enquanto atletas. Quer pelas grandes ondas que surfavam, quer pelo simples facto de ser confrontado com a sua humildade e simpatia – como por exemplo, Edu Etxeberria – todos, sem excepção, se revelaram bastante cooperantes com o kayaksurf.net. Txema Carreto foi mais um desses casos. Num certo dia fiquei agarrado ao ecrã do computador quando vi esta foto. Uma onda potente, daquelas que causam aquele disparo de adrenalina quando as sentimos nas costas. Ainda não sabia quem era o kayaksurfista. Até chegar a Txema Carreto. Simpático, afável e um autêntico entusiasta do kayaksurf, Txema depressa descobriu que tínhamos o mar como paixão comum. Nascido em Durango, Vizcaya, este basco de 46 anos contagia pela sua energia e paixão pelo mar. Desportista desde bem cedo, Txema praticou durante 12 anos judo e jui-jitsu onde alcançou o cinturão negro em ambas as modalidades. Em 1988, iniciou-se no kayaksurf e nunca mais parou. Em 1990, já frequentava cursos de manobras de águas bravas – tendo particular destaque o que foi administrado pelo reputado Shaun Baker no Alto Sella. A Vela Desportiva também lhe passou pelo currículo mas, com o passar do tempo, o kayaksurf foi ganhando cada vez mais espaço nas actividades desportivas de Txema. Foi há 11 anos que conseguiu a sua primeira vitória numa competição de kayaksurf (Bakio 1996). Um ano mais tarde, ajudava a fundar a selecção Euskadi de kayaksurf e rumava à sua primeira participação num Mundial da modalidade – Thurso, 1997, Escócia. Em 99, mais um Mundial, desta vez no Brasil.

Em 2000, ainda arranjou tempo para integrar a expedição Tepui-2000 que decorreu por montes e rios venezuelanos durante 22 dias e em 2001, mais um Mundial de kayaksurf – Santa Cruz, Califórnia, EUA. Foi também neste ano que arrecadou mais um primeiro lugar mas, desta vez, em águas bravas – Campeonato de Águas Bravas de Amorebieta (Vizcaya). Claro que o Mundial da Costa Rica de 2005 não podia escapar aos Bascos e lá foi a selecção Euskadi até ao outro lado do Altântico onde os esperava o grande anfitrião, Alejo Pacheco. Depois desta participação, Txema Carreto veio até Portugal para a Taça do Mundo de Kayaksurf (Outubro, Peniche) e, claro, este ano terá em casa o Mundial. Resumidamente, estamos na presença de um kayaksurfista que tem participado em todos os mundiais desde 1997. Adicionalmente, e pelo meio de muitas vitórias em provas regionais, é membro do comité organizador do Campeonato Internacional de Kayaksurf de Mundaka deste 2003. Priva com muitos dos grandes nomes do kayaksurf mundial – Dave Johnston, Rick Starr, Alejo Pavcheco, Ken King, entre outros – e surfa habitualmente ao lado de outros craques de destaque como Edu Etxeberria, Oskar Martinez, Luís Abando, etc. É assim Txema Carreto. Empenhado no e pelo kayaksurf. Com um currículo invejável, este basco ilustra-nos, através da sua entrevista, como tem o kayaksurf evoluído ao longo desta última década. Para além de uma interessante entrevista, ficam as palavras de um kayaksurfista despretencioso, despojado de qualquer ímpeto mais egotista e, acima de tudo, de um grande apaixonado pelo mar.

KAYAKSURF.NET - Olá Txema… que extenso currículo já tens!! Vejo que em 1988 começaste a prática do kayaksurf… conta-nos como foram as primeiras olas que apanhaste…

TXEMA CARRETO – Comecei a apanhar ondas com um amigo, Angel Calvete, há uns 20 anos. Foi ele que me inciou no mundo dos kayaks e das ondas e que ensinou a esquimotar. Tinha um kayak emprestado, de travessia e era de fibra. Cada vez que se enchia de ágia parecia que partir ao meio. Só apanhávamos ondas no Verão porque o Inverno era muito frio e não tinhamos material.

E em 1990, frequentaste um curso de águas bravas (Alto Sella). Ajudou-te para a prática do kayaksurf?

Sim. Tudo é bom para aprender. Para além do mais, é bom aprender a pagaiar em diferentes cenários. Foi divertido e aprendi muitas coisas. O curso foi dado pelo Shaun Baker, um autêntico génio da canoagem. Conhecemos o "Hurricane" dele, o primeiro modelo destinado a surfar ondas. O "Hurricane" era muito mais rápido do que aqueles que tínhamos na altura. Não se agarrava à espuma... era uma inovação. Com o "Hurricane", fiz as minhas primeiras reentradas, "floaters"... e foi com esse kayak que pela primeira vez surfei em Mundaka. Foi uma boa experiência.


Txema acumula também uma larga experiência de águas bravas


Há mais de 15 anos que já participas em provas de kayaksurf. Em 1996, conseguiste o teu primeiro lugar em Bakio. Como vês a evolução das provas de kayaksurf desde essa altura até hoje?

A evolução dos materiais e o design dos surfkayaks tem sido fundamental para a evolução do kayaksurf. Com o design dos surfkayaks de há 15 anos era impensável realizar a variedade e o tipo de manobras que se podem fazer actualmente. Acho que este é um dos factores que mais tem contribuído para a evolução do kayaksurf nos útimos anos.

E agora sobre os Mundiais… já contas com cinco (¡!) participações em mundiais de kayaksurf. Comecemos pelo primeiro, em 1997 na Escócia, como é que organizaram a vossa participação?

Em 1997, em Euskadi, havia pouca gente a surfar ondas (de kayak) e todos nos conhecíamos. Não sabíamos sequer que existia a Associação Mundial de Kayaksurf nem tão pouco que se realizava uma competição mundial desta modalidade. Em Euskadi, o kayaksurf estava a arrancar. Foi o Antxon Arza, importador da Prijon, que me chamou e me colocou em contacto com o Luís Abando, e nos desafiou a irmos ao nosso primeiro mundial de kayaksurf. Antxon foi o nosso primeiro patrocinador. Quando chegámos à Escócia, entrámos em contacto com os melhores kayaksurfistas do mundo - Rick Starr, Dave Johnson, Neil Baxter... que foram muito generosos connosco e que nos ajudaram a perceber a essência do kayaksurf. Apredemos mutíssimo sobre kayaksurf nesse mundial. Regressámos com ideias novas e com um imagem mais clara de como era este desporto.


Txema Carreto na Costa Rica com vários amigos, entre os quais Oskar, Edu, Txabi e Alejo Pacheco.

Em baixo junto a Rick Starr, Presidente da WSKA e com a Selecção Euskadi de kayaksurf


Depois, 1999, foi no Brasil. Boas recordações?

A recordação mais importante do Brasil foi que, pela primeira vez, nos sentíamos uma equipa - a equipa de kayaksurf de Euskadi. Foi um mundial muito bem organizado e a própria organização apostou no companheirismo entre as diferentes selecções. Foi no Brasil que a Associação Mundial de Kayaksurf decidiu prosseguir como Associação e não passar a ser uma Federação. Isso permite que existam selecções como a de Eskadi (País Basco), Escócia, País de Gales, New Jersey... Como federação, não poderia ser assim. Nos aspectos técnicos, o kayak para a modalidade de IC (International Class) passou a medir de3m a 3.30m, que é a medida que se matém actualmente. Foi também lá que se começaram a ver os primeiros kayaks com finos (quilhas).

Em 2000, fizeste parte da Expedição Tepui-2000 que percorreu durante 22 dias o Monte Ronaima na Venezuela com a descida do Yurani (afuente do Orinoco). Como foi essa aventura?

A expedição foi enriquecedora a nível pessoal. O Yuraní não tinha grandes dificuldades técnicas... a única era um salto de 14 metros que nunca tinha feito até aquele momento. Saltámos quatro elementos de toda a expedição. O primeiro a saltar foi o Patxi Vilariño... um salto perfeito. Quando foi a vez do Antxon Arza, as coisas correram pior. Caiu mal e ninguém tinha previsto que tal acontecesse. Ficou com uma grave lesão lombar... teve que ser evacuado de helicóptero. Essa foi a parte mais amarga da expedição. Mantenho muito bons amigos e excelentes recordações dessa convivência assim como recordo uma paisagem natural arrebatadora pela sua beleza.


Txema no Rio Yurani (Venezuela) e o famoso salto de 14 mt

No salto, vemos Patxi Vilariño que se lesionou com gravidade após esta queda


EUA, em 2001 e Irlanda, 2003. Mais duas participações em mundiais de kayaksurf… como correram?

Foi na Califórnia que, pela primeira vez, competimos com os nossos próprios kayaks - os Mega Ciclone. Foi também o primeiro mundial em que participámos com os mesmos kayaks com que tínhamos treinado. Conhecíamos bem o seu comportamento e isso deu-nos segurança e tranquilidade na hora da prova. Aproveito desde aqui para agradecer a Rick Starr que nos tem emprestado os seus kayaks para competirmos em vários mundiais e porque nos recebeu em sua casa (Santa Cruz, Califórnia). Quanto às ondas, tivemos vagas enormes durante a competição e surfámos em "Steamer Lane", enoooooooorme!!! Com o Mundial da Irlanda, consolidou-se a categoria "HP" e surgiram novas manobras (Elipse, por exemplo).

Tu nunca deixaste de praticar aguas bravas e em 2001, ficaste em primeiro lugar no Campeonato de Vizcaya (Amorebieta). Eu sei que é uma questão difícil mas… qual te dá maior prazer: águas bravas ou kayaksurf?

Eu gosto do rio, diverte-me. Mas, e sem dar espaço a dúvidas, o que mais gosto, o que me apaixona são as ondas. Nunca tive num rio as sensações que surfar no mar me proporcionam. O mar é força e cada onda é diferente da anterior e da seguinte. É único.

Em 2004, conseguiste outro primeiro lugar no campeonato de kayaksurf de Bakio… como é que viste a evolução do nível competitivo dos participantes nestas provas ao longo destes anos?

Neste momento, já há bastante gente a praticar kayaksurf nas nossas praias. Há muita gente jovem, muito forte e com muita vontade de aprender. Estão a surgir clubes de kayaksurf em muitas praias. O material é cada vez mais acessível e variado. Há muito entusiasmo e vontade de surfar. Nós, os mais velhos, dominamos a experiência e os mais jovens, têm força e muito entusiasmo. Pouco a pouco, também foram surgindo provas diferentes em que todos podem trocar conhecimentos e avaliar a evolução do kayaksurf. Tudo isto é positivo e faz com este desporto vá evoluíndo e se vejam novas manobras, novos materiais, etc.


Txema a surfar em Bakio - Fevereiro 2007


Costa Rica foi, para todos os entrevistados do kayaksurf.net que lá foram, um campeonato mundial inesquecível. Partilhas a mesma opinião?

A Costa Rica é uma país lindíssimo e selvagem. Surpreende pela sua natureza e amabilidade das gentes. Na Costa Rica, há ondas com fundo de areia, rocha, coral... muita variedade. A qualidade das ondas é excelente ainda que durante a competição não tivéssemos tido sorte com elas. Para além disso, podemos desfrutar ondas maravilhosas com Alejo Pacheco, surfista costa riquenho (já entrevistado pelo kayaksurf.net)

E agora sobre Portugal (Taça do Mundo de 2006 em Peniche)… gostaste da prova?

Adorei Peniche, ainda que a competição não me tenha corrido bem. Tinha muita vontade de surfar ali. Muitos amigos meus já o tinham feito e as referências eram muito boas. E não me decepcionou. Voltarei no Verão, com mais tempo. A ideia é correr a costa portuguesa a surfar. Vamos ver se temos sorte com as ondas...



Txema em Peniche (Out.2006) junto a Chris Harvey e Malcolm Pearcey



Já tinhas surfado em Portugal? O que achaste?

Conheço Portugal, é um país muito próximo do nosso. Vocês têm praias maravilhosas e algumas selvagens. Esperemos que as consigam manter assim.

Este ano vocês organizam, para além da vossa prova habitual (21/22 de Abril), o campeonato do mundo de kayaksurf que decorrerá en Bakio (19 a 28 de Outubro). A prova decorrerá somente em Bakio ou também em Mundaka?

Em Abril organizamos o Campeonato Internacional de Mundaka e já encomendámos boas ondas. Em relação ao Campeonato do Mundo em Outubro, irá realizar-se em Bakio contudo, se tivermos as condições adequadas, a prova por equipas será realizada em Mundaka. A ideia é fazer uma parte do Campeonato em Bakio e a outra, se o swell o permitir, em Mundaka.

Tu foste Membro do Comité Organizador do Campeonato Internacional de Kayaksurf de Mundaka (Vizcaya) de 2003 a 2006. Como vês a evolução desportiva e competitiva do vosso campeonato?

Há cada vez mais nível. Temos conseguido que venha a gente mais importante do kayaksurf europeu. Em cada ano há uma melhoria e esperamos continuar sempre a melhorar.

Agora, algumas questões de reposta rápida… O(s) teu(s) surfkayak(s) preferido(s) para surfar…

MEGA REFLEX.


MEGA REFLEX - o favorito de Txema


A tua manobra favorita…

Fazer o tubo na onda e as reentradas encadeadas são fantásticas.

Alguns kayaksurfistas que admires pela sua técnica e estilo de surf…

Muitos... gosto muito do Dave Johnston, Jonny Bingham e o estilo de Keny King é muito bonito... ah e Edu (Etxeberria) surfa muito bem, creio que estará em grande forma no mundial de Bakio.

O melhor spot onde já surfaste…

Mundaka.



As ondas de Mundaka são as preferidas de Txema - Aqui a experimentá-las da pior maneira!



Outros desportos que gostas de praticar…

Ski, BTT, mergulho...

As tuas páginas web favoritas de canoagem/kayaksurf…

www.kayaksurf.net e www.frusurf.com.

A tua opinião acerca do kayaksurf.net …

A minha favorita.

Qual o maior susto que já apanhaste no mar…

Em Mundaka, o shop de um surfista enrolou-se à minha volta. Virei e bebi muita água.


Txema a surfar na Costa Rica


Conselhos para quem quer iniciar-se no kayaksurf…

Viciem-se e divirtam-se. Há ondas para todos, de todos os tamanhos e para todos os gostos.

E é tudo Txema. Obrigado amigo!



Trabalho publicado em 16 de Março de 2007

Texto - Luis Pedro Abreu

Fotos - Oskar Marinez + Arquivo pessoal de Txema Carreto






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