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:: ROGÉRIO CRUZ ::







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Wave Ski - ROGÉRIO CRUZ

O homem brasileiro do Wave Ski

Rogério Cruz no Mundial de Guadalupe (Vice Campeão Master)

Quando se fala em wave-ski no Brasil, o seu nome é incontornável. Para a realização destas entrevistas, é sempre solicitado ao entrevistado um breve resumo curricular da sua experiência desportiva. No caso de Rogério Cruz, a tarefa revelou-se tudo, menos resumida! E justificadamente. Rogério, apresenta-se como atleta, técnico, agente desportivo e organizador de eventos. Acumula um impressionante currículo na prática do wave-ski. Comecemos... foi quarto lugar no primeiro Campeonato de Wave-ski do Brasil (Juqueí); Campeão do Primeiro Circuito Paulista de Wave-ski (Santos); Bi-Campeão Brasileiro 1993/1998. Ao todo, participou em oito mundiais (Estados Unidos, Nova Zelândia, França, África do Sul, Austrália, Inglaterra, Brasil e Guadalupe) e é o melhor brasileiro colocado no World Waveski Championship UK (Inglaterra 98). Para além da prática desportiva, Rogério é Presidente da APWS (Associação Paulista de Waveski) e membro do comité de onda da CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem). Pelo meio, ainda arranjou tempo para organizar as etapas do Circuito Brasileiro de Canoagem em Onda (SP) e a primeira Clínica de Canoagem em Onda no Brasil. Sobre a famosa onda da Pororoca, Rogério também tem algo a dizer. Participou recentemente no Pará Pororoca (consultar nota de rodapé) Challenger, sendo um dos pioneiros da canoagem em onda nesta exótica modalidade. Com tanta experiência acumulada, não admira que Rogério Cruz seja o realizador e organizador do Mundial de wave-ski no Brasil e técnico da selecção brasileira desta modalidade (há doze anos que é fabricante e consultor técnico nesta área). O mais recente título que conquistou, foi em 2003, no Campeonato Mundial de Guadalupe. Sagrou-se vice-campeão mundial na classe Master.



Rogério Cruz (3º a contar da esq.) preparado para a Pororoca - Rio Guamá

Kayaksurf.net - Há quanto tempos praticas wave-ski?

ROGÉRIO CRUZ - Há mais ou menos uns dezasseis anos.

Começaste pela canoagem ou pelo surf?

Comecei pela canoagem.

Qual consideras mais importante para esta modalidade: a experiência da canoagem ou do surf ?

As duas são importantes, mais sem dúvida e na prática foi mostrado que quem conhece onda e surf demora um pouco mais no começo mas depois o nível técnico e a radicalidade vem muito mais rápido, ao contrário de quem vem da canoagem.

Quais as diferenças fundamentais que apontas entre o wave-ski e o surf ?

Ao meu ver, a única diferença é que estamos sentados e usamos o remo.

Para quem se que iniciar no wave-ski, quais as condições essenciais que apontas ao atleta?

O primeiro passo é procurar um equipamento adequado, indicado por alguém que tenha experiência. Depois, começar a praticar com uma sequência que vai de remadas e equilíbrio em águas calmas , prática do rolamento (esquimotagem) para segurança, daí vai para as ondas sem usando o bom senso e ter noção do seu nível técnico, pois no mar existem regras a serem respeitadas.

E sobre material, como shaper, que conselhos é que dás sobre qual a melhor prancha para ondas?

Hoje as pranchas de wave-ski são feitas sobe medida e com materiais bem leves (Epóxi e EPS), facilitando a prática do esporte. O mais importante é ter um waveski que tenha uma flutuação adequada e um posicionamento confortável para remada. Hoje temos muitos tipos de pranchas, porém, basicamente para iniciantes, usamos bordas mais largas e fundos simples com Vee Boton e bastante flutuação. Nas pranchas de performance as bordas são mais estreitas com vários concaves no fundo e menos flutuação.

Como comentas a evolução desta modalidade aí pelo Brasil? E a nível Mundial?

Aqui no Brasil estamos filiados a CBCa (Confederção Brasileira de Canoagem) que nos dá força mas, no momento, a política esportiva do Brasil está fraca e então dependemos da iniciativa privada e boa vontade de alguns para fazer o esporte crescer. Nos últimos anos, tivemos um pequeno crescimento devido à cobertura mediática de alguns campeonatos. Se queres divulgar o wave-ski, o melhor a fazer são os eventos esportivos e as escolinhas. A nível mundial, temos um crescimento modesto. Novos países como Panamá, Peru ou a Grécia, estão começando. A França, nos últimos anos, é a que mais cresce pois tem uma política esportiva séria e pessoas altamente qualificadas trabalhando. A Austrália e África do Sul, ainda são as maiores potências do esporte, tanto em nível técnico quanto em quantidade de praticantes.

Que experiências mais marcantes guardas dos mundiais de wave-ski em que participaste?

As maiores experiências que tenho dos mundiais, são as amizades e a confraternização entre os atletas dos diversos países e o prazer de surfar nos melhores lugares do mundo com os “feras” do wave-ski e sem crowd!

E sobre patrocínios e apoios aos atletas... qual a adesão das marcas a esta modalidade?

Aqui no Brasil conquistámos respeito entre os esportes radicais. Mostramos seriedade, radicalidade, profissionalismo e organização. Com isso, atraímos patrocinadores e governo, mas sempre fica a desejar… nunca é o ideal para trabalharmos correctamente…

Rogério Cruz a surfar em Nahoon Reef - África do Sul

Das vezes que participas, quais os apoios (patrocínios) com que contas?

Actualmente, conto com o meu patrocinador oficial que é a South to South (Empresa de Surf Wear). Tenho também o apoio da MORMAII (Wet Suits) e o do meu trabalho - New Impact .

Qual o preço médio de uma prancha de wave-ski - de boa qualidade - aí pelo Brasil?

As pranchas aqui estão entre os 400 e os 600 euros completas.

Que mensagem deixas aos praticantes de wave-ski que por aqui passam?

Que wave-ski é um esporte alucinante. No começo não é fácil mas depois, quando dominares e sentires a integração com as ondas e a natureza, não consegues parar mais!





Rogério e Amigos a surfar a Pororoca em 99




Nota:
Na língua indígena da região amazónica, pororoca, significa “grande estrondo”. Este ocorre em épocas de grandes marés oceânicas. Resumidamente, são ondas de água doce que se formam nos rios e baías pouco profundas onde existe uma grande variação entre a maré-alta e a maré baixa. No Brasil, o fenómeno da Pororoca ocorre na região Amazónica, principalmente na foz do seu grandioso e mais imponente rio, o Amazonas. A elevação súbita das águas junto à foz - provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias – faz com a água do mar corra rio dentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora subindo uma altura de 3 a 6 metros (!!). É um fenómeno que, para além do Brasil, também pode ser observado no Canadá e na China, mas de uma forma menor e mais discreta.

Trabalho publicado em 13 de Abril de 2004

Texto- Luis Pedro Abreu

Fotos- Arquivo de Rogério Cruz + Festival Ecocanoagem






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